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Os complexos do menino Julinho; e o nosso derivado do porco, preferido, o "Chouriço"


O Porto Canal festeja hoje o 10º aniversário - muitos parabéns! - e em entrevista ao JN, o seu director geral, Júlio Magalhães, mostra grande preocupação pelo facto do canal propriedade do F.C.Porto, ser visto como um canal regional: diz o Julinho, todo incomodado, "não pode ser, é preciso acabar com esse estigma, o Porto Canal é um canal feito no Norte para o país". Mas qual é o problema do Porto Canal ser visto como um canal regional? Por causa destes complexos é que nem somos uma coisa nem outra. Se não fossem os conteúdos F.C.Porto era uma pobreza franciscana. Em vez de nos tentarmos afirmar pela diferença, andamos a copiar os outros naquilo que eles têm de pior.

O nosso derivado do porco, preferido, o "Chouriço", sempre muito atento ao F.C.Porto - estranho, tão grandes e perdem tanto tempo, uma crónica quase inteira, a pensar no pequeno Dragão que até nem está com a chama muito alta -, hoje teve mais uma das suas diarreias mentais. Diz o "Chouriço" que os portistas queixaram-se do golo do Boavista ter sido irregular, quando há quatro anos tinham considerado legal o golo de Maicon, no célebre Benfica 2 - F.C.Porto 3.
- É mentira!!! Nenhum portista considerou o golo regular.
Diz também o derivado do porco, que Pedro Proença, árbitro desse jogo, veio reconhecer e assumir o erro. - É verdade. Pena que o actual presidente da Liga não tenha tido a mesma coragem de reconhecer que poucos minutos antes desse lance, deixou passar um penalti do tamanho da Torre dos Clérigos - só para utilizar a mesma medida de grandeza do "Chouriço" -, quando Cardozo jogou andebol na área do Benfica, Proença estava a dois metros do lance e não viu nada. Terão sido efeitos na nova dentadura?
Mas o "Chouriço" diz também que esse golo fez o Benfica perder o campeonato.
- É mentira!!! "Chouriço", vou explicar-te devagarinho para tu perceberes, toma nota:
Após esse jogo, o F.C.Porto saiu da Luz com 3 pontos de avanço e faltavam 9 jornadas para acabar o campeonato. Logo na jornada seguinte, perdeu 2 pontos em casa num jogo frente à Académica, viria a perder mais 2 em Paços de Ferreira, assim, nota, como 2+2 são 4, menos 3 = 1, se o Benfica tivesse feito o seu dever... tinha sido campeão com 1 ponto de avanço. Foi o que fez o F.C.Porto no ano seguinte, mesmo quando não dependia dele próprio, não desistiu e depois... Não, não vou lembrar-te do nome do moço, sei que estiveste vários dias de cama a Kompensan e Rennie, lembrar-te ainda te provoca muita azia e não queremos que passes mal.
Finalmente, o "Chouriço" termina a crónica a dizer: "sem medo deles. Percebido???"
- "Chouriço", este Porto até pode estar amorfo, caladinho, ter perdido a alma, lá em cima, mas cá em baixo continua a ter adeptos com espírito de luta e de combate, sem medo de vocês e que come anões como tu ao pequeno-almoço. Percebido??? E mais, podes continuar a falar para a tua claque de fundamentalistas ranhosos, que são a tua base de apoio, mas de vez em quando - não se pode perder muito tempo a comer enchidos, faz mal ao estômago... - vais levar troco. Ai vais, vais... mesmo que o F.C.Porto dê jeito para desviar atenções de uma pizza quatro estações de difícil digestão.

Soltas e boas, fresquinhas...
Layún: "Sabemos que a partir de agora não temos margem de erro, temos de ser muito inteligentes e conseguir uma série de vitórias que dê uma estabilidade emocional importante para encararmos tanto o campeonato como a Liga dos Campeões".
Olha, olha, olha, exactamente o mesmo pensamento que andamos a transmitir. Mas nós, os dos blogs, para alguns, não passamos de uns bitaiteiros foleiros, armados em entendidos, nem devíamos existir.
Portanto, vamos começar já a tratar disso frente ao Nacional - começou mal, mas nas duas últimas jornadas conseguiu duas vitórias consecutivas -, na Choupana, campo tradicionalmente difícil, apesar do histórico do confronto entre os dois clubes não o demonstrar. É o último jogo antes da pausa para as selecções, vimos de uma derrota, temos de vencer.
A propósito, foi nomeado para o Nacional - F.C.Porto, o árbitro Rui Costa, o mesmo que na época passada prejudicou muito o F.C.Porto e foi muito criticado pelos Dragões após um jogo frente ao Arouca. Curiosamente ou talvez não, a nomeação passou despercebida aos comentadeiros do costume. Claro, eles só estão atentos aquilo que possa afectar os interesses de Benfica e Sporting, o F.C.Porto nem conta.

Descubra as diferenças, mas fique com o aperitivo... Geraldão: «O FC Porto era intenso em tudo. Um excesso diário: no treino, na entrega, na mensagem, na relação. Fomos orientados a abraçar o lema ‘Contra tudo e contra todos’. No balneário injetaram-nos raiva contra o Benfica e o Sporting. Tínhamos de odiar esses clubes, sempre. E a verdade é que eu, desportivamente, odiei facilmente o Benfica e o Sporting».

Nota final:
Obrigado ao programa da Renascença, Bola-Branca, por ter dedicado 14 segundos! da sua edição das 12:45, ao F.C.Porto.

E não saímos disto...


Depois do jogo com o Boavista quando disse: não podemos fazer bem só durante 45 minutos, não podemos baixar tanto a intensidade, o ritmo, a dinâmica e a concentração, nos outros 45, por tudo, mas principalmente porque a vantagem no marcador era mínima e o jogo não estava decidido, não estava a mandar bocas ou porque sou um eterno insatisfeito. Não, estava apenas a fazer uma crítica objectiva, construtiva, para bem do F.C.Porto. Idem, quando perguntei: qual é o problema do treinador no final do jogo, dizer, gostei muito da primeira-parte, não gostei nada da segunda, não podemos voltar a repetir este comportamento e esta atitude, sobe pena de virmos a ter problemas no futuro? Não vejo nenhum, acho até que temos de atacar a fundo este problema. Sim, quanto mais não seja, porque a prática tem confirmado as minhas e muita gente mais, teorias - mas este é apenas o último exemplo, ando, andamos a dizer o mesmo há anos.
Vejamos: perder um clássico não é um drama, mesmo que não tivéssemos, como tivemos as atenuantes de uma arbitragem vergonhosa. Mas se no jogo seguinte até estivemos bem, frente a um Vitória atrevido e que sabe jogar, conseguimos uma bela vitória e com uma exibição equilibrada na qualidade de jogo durante os 90 minutos, porquê e passados apenas quatro dias, não houve continuidade, pelo contrário, voltou o tal Porto da parte de baixo do carrossel? Porque é que no jogo com o Copenhaga, depois de uma bela entrada e que nos deu a vantagem, deixamos de jogar, só voltamos a fazer alguma coisa de jeito nos últimos 25 minutos e depois dos dinamarqueses ficarem reduzidos a 10 jogadores? Porque é que em Tondela só jogamos a um nível aceitável no quarto-de-hora final? Porque é que frente ao Boavista desligamos ao intervalo? Houve quem argumentasse, porque estávamos com o pensamento na Champions? Então qual a razão porque ontem só vimos um Porto como deve ser nos 20 minutos finais? Não saímos disto... sempre as mesmas dúvidas e os mesmos dilemas, daí a pergunta: o defeito será do cu ou das calças? Ontem o problema até nem foi perder com o campeão inglês, foi concluirmos e este é um sentimento quase unânime, sem ser preciso nada do outro mundo, sem ser preciso transcendência, o Leicester estava ao nosso alcance, podíamos ter conseguido outro resultado e não conseguimos por culpa exclusivamente nossa. Porque andamos a repetir sempre os mesmos erros há anos, mudam os jogadores, mudam os treinadores e tudo continua na mesma? Não pode ser, isto não pode continuar, temos de sair daqui!

Estamos na era da comunicação, o que é dito agora é ouvido, lido, comentado e discutido por milhões, passados uns segundos. Portanto, é preciso ter algum cuidado, perceber que agora certas declarações têm impactos muito diferentes de outrora. Assim, quando o presidente do F.C.Porto fala em época de transição e transformação, tem de clarificar. Não pode ficar no espírito de ninguém, em particular, no treinador ou jogadores, que, se correr bem, óptimo, se correr mal, paciência, é uma época de transição e transformação. Já aqui falei disto a propósito do artigo de José Manuel Ribeiro, director de O Jogo: não podemos olhar para este momento, claramente negativo e agirmos como se esta fosse uma temporada de transição, quiçá de mudança de paradigma, após um período de sucesso desportivo. Não se pode dizer, sem clarificar, principalmente depois do que se disse há meses atrás do que seria esta temporada. É preciso cair na real. Ou então, pelo menos, expliquem-nos qual é a ideia, qual é a estratégia, qual é o rumo, o que têm na cabeça para o F.C.Porto do futuro a curto prazo... até para que nós possamos aderir. Por se não for assim, é natural que haja cepticismo, desencanto, desmotivação que gera desmobilização. E como só sairemos disto todos juntos...

O mesmo raciocínio se aplica quando falamos de André Silva. E vou-me repetir:
Dando de barato que uma equipa com as ambições e exigências do F.C.Porto não se pode dar a esses luxos de estar a dar tempo a que um miúdo cresça, a questão não é essa. O André Silva tem de crescer, mas crescer naturalmente, não é à força, não ganha nada com isso, ele, nem o F.C.Porto. Com um peso desmesurado sobre as costas, nota-se bem que o jovem avançado do F.C.Porto está claramente desgastado, física e mentalmente e assim, é dos livros, perde discernimento, não rende. Porque mesmo nestas circunstâncias joga 90 sobre 90 minutos, com as consequências que estão à vista? Não é dando-lhe palmadinhas nas costas e dizendo que é branco quando é preto, que vamos fazer dele o avançado que o seu talento e potencial indicia poder vir a ser. Para além disso, André Silva está a cometer erros, jogo após jogo, que têm de ser corrigidos agora e isso é tarefa do treinador. NES tem de lhe dizer que não pode ir a todas as bolas, mesmo às que não são dele, porque se desgasta desnecessariamente; tem de o corrigir, dizendo-lhe que não pode andar a fintar em zonas do campo que lhe competem: primeiro, porque não tem essas características, segundo, porque não são essas as suas funções; avisá-lo que tem de ter mais calma e menos sofreguidão na recuperação da bola: não pode, cada vez que perde uma, ir em cima do adversário para a recuperar, mas fazer sempre falta; principalmente, tem de lhe melhorar a recepção, porque e como ontem se viu, uma recepção orientada pode fazer toda a diferença entre marcar ou falhar.
Isto também é uma análise que procura ser objectiva e construtiva.

Nota final:
Ainda estamos muito a tempo de conseguir todos os objectivos. Mas é preciso que mudemos comportamentos dentro e fora do campo. E quando refiro a fora do campo, não me estou a referir aos adeptos, mas a quem dirige.

O F.C.Porto comemora hoje o 123º aniversário. Não estamos no melhor momento desportivo, mas o nosso amor e a nossa paixão pelo clube vai muito para além disso... é incondicional! 

Leicester F.C. 1 - F.C.Porto 0. Sem ataque não se ganha, hoje nem para empatar deu


Com um historial pouco recomendável em jogos oficiais disputados em Inglaterra, frente a equipas inglesas - nem uma única vitória e apenas dois empates em 17 jogos -, o F.C.Porto tinha hoje no King Power Stadium, casa do Leicester, mais uma oportunidade para fazer história. Não fez e nem sequer conseguiu empatar, resultado que justificou pelo que jogou nos últimos 20 minutos. E se não ganhou e nem sequer empatou, é porque a este nível fica muito difícil obter resultados positivos quando não se tem ataque. E a este propósito, permitam-me um pergunta: André Silva tem de jogar sempre os 90 minutos, mesmo quando está claramente desgastado e não está a dar uma para a caixa? Se Depoitre, que, note-se, foi indicado pelo treinador, nem nestes jogos em que o seu concorrente directo está muito mal, joga, vai jogar quando?

Entrando de início com a mesma equipa que começara o jogo frente ao Boavista - Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver, André André e Otávio, Adrián López e André Silva -, o F.C.Porto até começou bem e logo aos 2 minutos, André Silva, lançado por Otávio, fez um chapéu a Schmeichel com a bola a sair perto da baliza. A entrada prometedora não passou de uma ilusão que durou pouco,  rapidamente os ingleses, mais rápidos, mais intensos com bola e sobre a bola - o único jogador do F.C.Porto que os igualava era Danilo - de processos pouco elaborados, apenas procurando meter bolas na profundidade de Vardy e Slimani, ficaram melhor no jogo e chegaram à vantagem iam decorridos 25 minutos. Foi uma jogada simples, como é simples o futebol do Leicester: cruzamente de Mahrez, Felipe mal posicionado, a marcar por trás e Slimani de cabeça a antecipar-se e a  inaugurar o marcador. Se o campeão inglês não tinha feito muito para marcar e com excepção dos lances de bola parada, não tinha jogadas de perigo, foi sempre mais pragmático e objectivo que a equipa de Nuno Espírito Santo. A perder a reacção portista praticamente não existiu - apenas Layún e de livre, ameaçou, já o relógio marcava 35 minutos de jogo - e assim, chegou-se ao intervalo com o conjunto de Claudio Ranieri em vantagem, resultado que se aceitava.

Para a segunda-parte, Nuno manteve a mesma equipa e a etapa complementar começou como tinha acabado a primeira, mais Leicester, pouco Porto. Depois de muito conferenciar com os adjuntos, finalmente o treinador dos Dragões decidiu-se, saíram André André e Adrián López - deviam ter saído ao intervalo -, entraram Herrera e Diogo Jota, e, primeiro timidamente, mas a partir do minuto 70 de forma bem mais acentuada, o F.C.Porto melhorou bastante. Passou a ter bola, trocou-a com a propósito, tomou conta do jogo, conseguiu algumas boas jogadas de envolvência e no quarto-de-hora final, já com Corona no lugar de Óliver, encostou os ingleses lá atrás, podia e merecia ter conseguido, pelo menos, um golo - aquele grande remate de Tecatito ao poste, faltavam 7 minutos para o fim, merecia melhor sorte. Pelas razões que apontei, não conseguiu, sai com mais uma derrota de Inglaterra, esta com claro sabor amargo e a injustiça.

Nota final:
Fica a nítida sensação que somos melhores; fica a nítida sensação que com mais qualidade na frente tínhamos ganho.
Dois jogos, um ponto, a vida está difícil para o Dragão, muito por culpas próprias.

Entre Leicester e a arrogância e cagança da grandeza a preto e branco


O F.C.Porto nunca ganhou em Inglaterra, volta a tentar fazer história amanhã no King Power Stadium, casa do Leicester, em jogo a contar para a 2ª jornada da Fase de Grupos, Grupo G. Depois de e por culpas próprias, ter uma entrada em falso, ao empatar em casa com o Copenhaga, seria importante para o F.C.Porto - que tem aspirações de chegar, pelo menos, aos oitavos-de-final... - conseguir um resultado positivo frente ao campeão inglês. É uma tarefa muito difícil aquela que espera os Dragões e só um Porto intenso, com grande disponibilidade física e mental, um Porto concentrado, organizado, personalizado e preparado para um jogo muito disputado do primeiro ao último minuto, pode sair com pontos de Leicester. Tem de ser um Porto capaz de ter bola, utilizando-a com critério, obrigando os ingleses a correrem atrás dela, como tem de ser um Porto sem medo de meter o pé nas bolas divididas, atento aos lances aéreos e principalmente aos lances de bola parada - nem preciso de lembrar o quanto é Slimani é perigoso nestes lances... Também e como ainda está bem presente nas nossas memórias, não pode ser um Porto de duas caras, como aconteceu no jogo com Boavista, tem de ser um Porto completo. Porque não tenhamos dúvidas: o Leicester até pode jogar mal, não ter a mesma qualidade técnica, mas não vai para de correr e de lutar pela vitória. E, ou somos capazes de igualar o conjunto de Claudio Ranieri nessas virtudes, ou teremos muito poucas possibilidades de regressar ao Porto com um sorriso nos lábios.

Viajaram: Guarda-redes, Casillas e José Sá;
Defesas, Maxi, Boly, Marcano, Alex Telles, Filipe e Layún;
Médios, Rúben Neves, Herrera,, André André, Danilo, Otávio e Óliver.
Avançados, Brahimi, Depoitre, Corona, André Silva, Adrian López e Diogo Jota

A minha equipa provável:
Casillas, Layún, Filipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver e Otávio, Brahimi e André Silva

Voltou a arrogância e a cagança da grandeza a preto e branco.
Nós sozinhos, valemos mais que os outros dois juntos, grita o presidente do Benfica, Domingos Soares de Oliveira.
Voltou a arrogância e a cagança do maior, melhor, grande, clube do mundo, voltou a grandeza a preto e branco. Guardem e festejem lá essa grandeza, pela nossa parte e como clube pequeno, contentamo-nos com sete títulos internacionais e todos conquistados no tempo da televisão a cores.
Mas atenção, a vossa grandeza que não é tanta como tantas vezes apregoam, para deleite de uns babões sem vergonha na cara, é consequência da pequenez e falta de auto-estima deste país onde prevalece a pobreza de espírito, de décadas de facciosismo e sectarismo a cargo de uma comunicação social que devia ser isenta, não é e continua a vender-se por um prato de lentilhas, sem esquecer este centralismo castrador.

Pinto da Costa ao Porto Canal: "Os adeptos do FC Porto têm sido extremamente apoiantes esta temporada e compreendem que esta é uma época de transição e de transformação, por isso estão com a equipa."
Será que o presidente um dia destes clarificará esta declaração, na parte que fala em época de transição e transformação? É que esta declaração pode ter variadas interpretações e colocar diversas questões que precisam de resposta, por exemplo: consciência que após três épocas negativas, esta ainda não é a tal? Ou será que visa tirar pressão, permitir ao F.C.Porto correr por fora e surpreender?

Consistência e identidade, precisa-se!


Estamos a competir para ganhar jogos e títulos, não faz parte da nossa cultura, se ganharmos tudo bem, se não ganharmos... paciência, ganhamos para a próxima. Não foi tapando o Sol com a peneira, dizendo que é branco, quando, no mínimo, é cinzento, que o F.C.Porto chegou ao topo do futebol português, europeu e mundial. Quem está ao serviço do F.C.Porto sabe ou se não sabe tem de saber que está num clube de alto nível de exigência, o profissionalismo é para levar muito a sério e onde a atitude correcta tem de estar presente do primeiro ao último minuto. Quem representa o F.C.Porto não pode trabalhar muito e bem até virar o resultado, como aconteceu ontem, e depois achar que já não era preciso manter a mesma atitude, os mesmos níveis de concentração, já tinha o direito de abrandar, relaxar, mesmo que o resultado indicasse apenas uma diferença mínima. E, principalmente não pode, porque o que aconteceu não é a excepção que confirma a regra, esta postura tem sido recorrente no F.C.Porto das últimas épocas. Do nada o Boavista marcou um golo, não podia fazer outro, até num lance fortuito em que o futebol é fértil? Podia. Estamos a ser injustos quando atacamos este problema, criticamos estas atitudes? Não, não estamos. O F.C.Porto precisa de mudar, tem de mudar e só começará a mudar se voltar a ser aquilo que foi no passado. Isto é, descompressão, sim, às vezes com consequências, mas excepcionalmente, porque o respeito pelo clube e por quem vai ver o jogo, deve estar sempre no pensamento de qualquer profissional.

Não tem nada a ver com Nuno Espírito Santo, já ando a dizer isto desde que André Villas-Boas, o último que tinha um discurso verdadeiramente à Porto, deixou o F.C.Porto - Passemos por cima do que aconteceu depois de terminar a época 2010/2011, quando e depois de andar a fazer juras de amor eterno, falar de cadeira de sonho e afins, nos trocou pelo Chelsea -, qual é o problema do treinador chegar à sala de imprensa no final do jogo e dizer de forma convicta e determinada, algo como isto: Jogamos muito bem na primeira-parte, estivemos bem pior na segunda. Não podemos abrandar, baixar a concentração e a intensidade, antes de resolver o jogo. Não podemos deixar que o adversário acredite que pode fazer surpresa. Temos de ser mais consistentes? Não vejo problema nenhum, disseram-no vários treinadores que passaram pelo F.C.Porto, dizem-no treinadores de grandes clubes, como por exemplo, Pep Guardiola, Zinédine Zidane ou José Mourinho. Ultimamente os treinadores do F.C.Porto parece que têm receio de dar uma reprimenda pública aos meninos...

Confesso que não me dou ao trabalho de saber quem são os árbitros auxiliares que nos têm prejudicado - já basta estar atento aos homens do apito... -, mas como o Paulo Teixeira fez o trabalho de casa, mais à frente fica uma parte do histórico de António Godinho, o tal que ontem deixou passar o golo do Boavista em fora-de-jogo, mas depois assinalou offside em dois lances regulares do ataque do F.C.Porto. Como foi com o Boavista e Sanchez se queixou - é preciso ter uma grande lata! -, apetece-me recordar um Boavista 0 - F.C.Porto 0, época 2007/2008, em que no último minuto Bertino Miranda anulou um golo a Stepanov que na altura estava muito mais em jogo que Henrique no jogo da noite passada. Curiosamente, os critérios e comentários dos analistas mudaram...

Gil Vicente 3 - F.C. Porto 1, Janeiro 2012, Godinho auxiliar de Bruno Paixão cometeu dois erros que penalizaram o FC Porto: uma grande penalidade cometida sobre Kléber pelo guarda-redes Adriano; e nas barbas de Godinho, um claro fora-de-jogo não assinalado ao Gil Vicente e que deu origem a um penalti contra o F.C.Porto e deu golo do Gil.

Benfica 2 - F.C.Porto 2, Janeiro 2013, "com o árbitro a ser o João, pode ser o João Ferreira", observem e pesquisem as três jogadas de perigo que o Godinho anulou ao FC Porto: 15 minutos iniciais, Defour, Varela e Alex Sandro isolados, ou em posições favoráveis.

Nacional 1 - Benfica 2, em Novembro 2014, novamente com Bruno Paixão, Godinho voltou a ser protagonista: Marco Matias fez o 2-2 perto do final da partida, golo limpo que o Godinho, pois claro, anulou.

F.C.Porto 3 - Boavista F.C. 1. Vitória justa de um Dragão de duas caras...


Depois  de dois empates e duas exibições abaixo dos níveis exigíveis, o F.C.Porto defrontava o Boavista e precisava, primeiro, como prioridade, conquistar os três pontos; segundo, se fosse possível juntar à vitória uma boa exibição, óptimo. A vitória foi conseguida e foi justa, a exibição teve duas caras: uma, no primeiro tempo, bem razoável; outra, a segunda-parte, foi fraquinha e deixou motivos para preocupação. Sem o jogo estar decidido, a incapacidade da equipa de Nuno Espírito Santo para manter os níveis de concentração, a pressão, dinâmica, intensidade e qualidade de jogo dos primeiros 45 minutos, matar o jogo, não deixa nenhum portista tranquilo. Para este Boavista, pobrezinho, chegou, terça-feira em Leicester é preciso muito mais.

Entrando praticamente a perder, apenas estavam decorridos 5 minutos, culpa de uma defesa desatenta e que não atacou a bola e de um auxiliar que não viu o fora-de-jogo do jogador do Boavista, o F.C.Porto teve uma reacção forte, determinada e foi à procura da remontada. Com uma dinâmica e intensidade dignas de realce e uma qualidade de jogo muito aceitável, o conjunto de NES tomou conta da bola, exerceu um domínio asfixiante, encostou o Boavista lá atrás, empatou por André Silva ao minuto 19, não desacelerou, consumou a reviravolta ao minuto 41, novamente por André Silva que transformou um penalty assinalado por carga sobre Otávio. Quando o intervalo chegou, os 31.210 espectadores que apesar da hora imprópria, foram ao Dragão, se não estavam eufóricos, estavam satisfeitos, até achavam que a sua equipa merecia mais um golo.

Só que as virtudes que o F.C.Porto tinha exibido na primeira-parte, desapareceram quase por completo na segunda e com o resultado na diferença mínima, o Boavista reagiu, equilibrou, se não criou grande perigo, também nunca permitiu que os Dragões estivessem tranquilos. Nuno não estava a gostar, tirou Adrián López - um dos que mais baixaram de uma para a outra parte -, meteu Diogo Jota, mas foi apenas quando Herrera substituiu André André - outro dos que nem pareceu o mesmo - que a equipa voltou a estabilizar. Com o mexicano no campo a  bola passou a circular melhor, a qualidade subiu e o golo da tranquilidade chegou. Aconteceu ao minuto 86, já com Brahimi em campo, no lugar de Otávio, por Alex Telles que beneficiou de um peru dos grandes do guarda-redes do Boavista.

Resumindo e tudo somado: nada a apontar à vitória do F.C.Porto. Mas como disse anteriormente, uma grande diferença de qualidade da primeira para segunda-parte. Repito: sob pena de virmos a sofrer grandes dissabores, não podemos nem devemos mudar tanto durante um jogo, a atitude tem de ser mais equilibrada, mesmo que no sub-consciente a campainha inglesa já estivesse a apitar, ela só devia produzir efeitos depois da vitória estar garantida.

Com o apoio dos adeptos, sim, mas quem em primeiro lugar tem de dar a volta à situação são os profissionais...


Boavista no Dragão, Leicester no King Power Stadium e Nacional no Estádio da Madeira, são os três próximos desafios do F.C.Porto antes de nova pausa para compromissos com as selecções. Se nos jogos para o campeonato pedir duas vitórias não é exigir demasiado, no jogo da Champions já me contentava com um empate na casa do campeão inglês, mesmo que ganhar à equipa de Claudio Ranieri não seja uma tarefa impossível ou um feito transcendente.

Passando por cima do slogan, no F.C.Porto não há tempo para ter tempo, é perfeitamente natural que uma equipa que tem treinador novo - com o que isso significa em novos métodos, modelos, sistemas, etc. -  e jogadores novos - entre outras coisas, têm de se integrar num futebol e um país diferente -, precise de tempo para crescer, se consolidar, se afirmar com continuidade. Todos temos consciência disso, mas o problema começa quando assistimos a alguns bons jogos e acreditamos que se está no bom caminho, parece haver evolução e de repente, pumba, lá vem um, dois jogos maus em termos de resultados e exibições. Depois, naturalmente, lá se vai o crédito, perde-se a confiança, serenidade e tranquilidade, tudo tem de voltar ao princípio. E meus caros amigos, quem tem de dar a volta a isto são os técnicos e os jogadores, obviamente com o apoio dos adeptos, mas não coloquemos as coisas ao contrário. Não são os adeptos que gerem, não culpem os adeptos deste momento que o F.C.Porto está a atravessar, culpem em primeiro lugar os profissionais, são eles que têm de inverter este ciclo negativo. E para inverter este ciclo, mais que palavras é preciso actos.

Acho curioso ver que perante certas críticas, mesmo que procurem ser objectivas, construtivas e feitas com todo o respeito pelas pessoas e Instituição, haja quem fale em falta de memória e ingratidão. Primeiro, ter memória e gratidão não significa que não se possa criticar, dentro das premissas acima referidas; segundo, só porque há memória e a gratidão, é que uma gestão que tem deixado muito a desejar nos últimos anos, continua no seu lugar. Mais, é preciso lembrar que desde 1997 o F.C.Porto tem dirigentes profissionais, bem pagos!, não estamos a falar de amadores que tiram umas horas aos seus trabalhos e às suas famílias, para gerirem o F.C.Porto.

Com o à vontade de quem aqui tem realçado a importância das claques, do apoio do seu apoio e que se pode sintetizar numa frase: muito graças às claques, o F.C.Porto nunca caminha sozinho, é preciso por fim a algumas perspectivas de que o bom portismo é apenas o das claques. Não é! Há muito boa gente que sem pertencer aos Grupos Organizados de Adeptos, tem uma grande dedicação ao F.C.Porto, pratica o portismo diariamente, faz enormes sacrifícios para que o F.C.Porto seja cada vez maior e melhor e sem se colocar em bicos dos pés à procura de reconhecimento ou protagonismo.

PS - Quem esteve na Luz a ver o Álex Grimaldo, afinal não foi Pep Guardiola, foi o Quim das Iscas. E não é que a credível comunicação social portuguesa confundiu o Quim das Iscas com o treinador do Manchester City? Bravo!

Será que as investigações pararam nos vouchers...?


Já tenho tantos posts publicados e com tantas histórias, que até me esqueço de algumas bem interessantes e sempre actuais. Por isso, ontem e quando vagueava pelas estatísticas, deparei que andava alguém a cheirar um post de 03/01/2013, cujo título, é: O meu contributo para a investigação... Fui ver o que lá constava e, meus caros amigos, que curioso... Luís Filipe Vieira, na tradicional entrevista de Ano Novo - ou será melhor dizer, lambidela de Ano Novo? -, ao freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, comentava as declarações de Pedro Proença sobre os observadores e atirava: "Afirmações de Proença sobre observadores têm de ser investigadas" - podem confirmar na foto em cima. Como devem ter reparado, dei o meu contributo para a investigação e fiquei à espera que ela produzisse efeitos. Sim, até por sei e sabemos todos, os pedidos do Kadaffi dos Pneus são ordens para os recadeiros, ratos de esgoto e vendilhões do templo, sempre de pernas abertas para fazer o que o presidente do clube do regime pede. O tempo foi passando, passando e resultados da investigação? Nadica di nada! Intrigado, pensei, pensei e de repente um relâmpago atravessou a minha mente e fez-se... claridade! Vouchers, camisolas do Eusébio, um livro sobre o Pantera Negra. E todos ficaram quietinhos e caladinhos, até que o Catedrático trocou o Benfica pelo Sporting. Será que foi ele que deu com a língua nos dentes ou foi apenas coincidência?

Após 3 anos sem arbitrar o Sporting, após o célebre jogo do limpinho limpinho versus sujinho, sujinho,  João Capela foi nomeado para o jogo dos viscondes frente ao Estoril. Foi o bastante para a lixeira desportiva da Cofina - e não só, toda a comunicação social colocou o árbitro no olho do furacão, até o Ti Tone Ribeiro Cristóvão também acha uma nomeação de risco - recordar os acontecimentos passados, fazer o levantamento dos prejuízos leoninos, pressionar e condicionar o árbitro. Quando se fala de freteiros, recadeiros, vendilhões do templo, etc., é desta gente que se está a falar.

O artigo de José Manuel Ribeiro está completamente desfasado no tempo. Se fosse publicado em 2010, quando o F.C.Porto depois de quatro títulos consecutivos, tinha perdido a possibilidade de conquistar o Penta, ainda se aceitava, assim é apenas uma bola fora. Se nessa altura seriam criticáveis certos exageros, os nervosismos excessivos ou a contestação fácil a tudo e a todos, nesta altura já não é assim. Os sócios e adeptos do F.C.Porto andam neste carrossel de mais baixos que altos, há três anos, olham para este filme que estão a ver e vêem o mesmo filme a preto e branco das épocas anteriores. Se em 2010 havia razões para acreditar numa crise conjuntural, passageira, estes problemas à quinta jornada seriam encarados de maneira diferente - mesmo que houvesse reacções, há sempre no F.C.Porto, fazem parte do nosso ADN -, neste momento é natural e legítimo que os adeptos e sócios do F.C.Porto já olhem para esta crise e a vejam como estrutural, daí as preocupações. Muito Somos Porto, mas sem qualquer correspondência na prática, muitas frases decoradas e repetidas, que até podem causar impacto, mas no concreto, nada ou muito pouco. Portanto, quem está em claro débito, quem não está bem neste momento do F.C.Porto, não são os sócios ou adeptos, é quem dirige, quem treina e quem joga. Mais, se é para dar tempo, se é preciso esperar, porque estamos a criar condições para no futuro, a curto prazo, voltarmos a ganhar muitas vezes, então que nos expliquem. Mas expliquem bem, de maneira que não fiquemos com a sensação que não há rumo, não há estratégia, estamos apenas dependentes das bolas que entram ou não. Isso é o mínimo que deve ser feito, de forma objectiva e com clareza. É preciso descer do pedestal e com humildade falar àqueles que nos últimos anos têm dado muito e recebido muito pouco. Quem disse que o F.C.Porto bateu no fundo não foram os sócios e adeptos, foi o senhor presidente Pinto da Costa. A pergunta que coloco é óbvia: estamos a sair do fundo?

Como saímos daqui?


Sou um portista resistente, já passei por pior e não desisti, não vou desistir agora. Mas porque sei o que foi preciso caminhar e derrubar, para aqui chegar - não são três épocas negativas que apagam a excelência que o F.C.Porto atingiu a nível interno e externo -, custa-me ver este Porto que perdeu alma e identidade, um Porto em grandes dificuldades financeiras e desportivas, que vive de fogachos, num carrossel de mais baixos que altos, com os dirigentes distantes, calados e desfasados da realidade, treinadores e jogadores com um discurso feito de slogans repetidos, muito apregoados, mas porque sem qualquer consequência prática, já mais que gastos.

Falamos dos árbitros, de mística e raça, de comunicação ou falta dela, da qualidade que têm ou não treinador e jogadores e não saímos disto.
Estamos apenas na quinta jornada, não devia haver razão para alarme, mas atendendo ao passado recente é natural e legítimo que o universo azul e branco esteja preocupado, se interrogue se não está a ver outra vez o mesmo filme.

Sobre os árbitros, fica difícil falar deles quando se joga tão pouco e não se consegue ganhar aos Tondelas desta vida, mas porque na altura devida não demos um murro na mesa, permitimos faltas constantes de respeito? Porque não gritamos contra os critérios desiguais na amostragem de cartões, na mão ou braço intencional ou involuntário, lances para penalti vistos de maneira diferente? Porque não denunciamos alguns bostas que analisam o trabalho dos árbitros como analisavam os jogos, com Duarte Gomes a ser último exemplo? É natural que este bostinha que via mão na testa; marcou três penaltis em 12 minutos, confundindo nuca e barriga com mão, facto que ainda perdura no livro dos recordes, ache agora voluntário o atraso do jogador do S.C.Braga e que esteve na origem do segundo golo do clube do regime. Tenho a certeza que se fosse ao contrário o critério de análise não seria o mesmo. Sim, atendendo ao passado do cavalheiro, tenho todo o direito a ter essa certeza.
Porque não saímos em defesa de Julen Lopetegui quando ele foi constantemente atacado por falar de arbitragens, como se isso fosse uma originalidade, num país onde se perdem horas a falar dos árbitros e se fazem capas ao sabor das conveniências, mas sempre contra o F.C.Porto, sobre erros dos árbitros?

Fala-se atitude, crença, raça, até transcendência ou falta dela, recorda-se o passado onde jogadores como João Pinto, Jorge Costa, António André ou Paulinho Santos, por exemplo, tinham isso tudo, mas nessa altura havia também uma rectaguarda atenta, determinada, mobilizada, que estava lá, aparecia sempre a dar a cara como respaldo desses jogadores, esses sim, dos que podiam dizer: SOMOS PORTO!
Fala-se de comunicação ou falta dela, ataca-se forte e feio os vendilhões do templo, como aconteceu em Marco de Canaveses, aqueles que encontram sempre algo de positivo nas exibições dos nossos rivais, mas são muito rápidos a adjectivar de miseráveis as exibições do F.C.Porto, num critério editorial vergonhoso e feito por jornalistas entre aspas, mas depois, consequências práticas? Nenhumas. Entram à vontade em nossa casa, em vez de lhe atirarmos com o microfone para o lixo, permitimos que façam perguntas ao nosso treinador, que responde?! Onde está a coerência disto?

Falamos da qualidade que têm ou não treinadores e jogadores, há em ambos os casos, razões para isso, mas o discurso repete-se, já cansa. Na actual conjuntura todos parecem piores do que são. Os problemas do F.C.Porto vão muito para além disso. Não tendo Guardiolas nem Messis e isso faz toda a diferença, temos gente para fazer mais e melhor. Porque não fazemos? Não estará tudo ligado? Este F.C.Porto tem alguma a coisa a ver com o outro que nos mobilizava, entusiasmava, galvanizava?
Como saímos daqui? Nós adeptos temos responsabilidades, mas quem se devia explicar era o líder do clube e da SAD. Mas podemos esperar sentados...

Nota final:
O artigo de Carlos Tê é muito interessante e colocas questões pertinentes, mas também leva à mesma pergunta: como quebramos o ciclo vicioso, como saímos daqui?

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