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Apontar defeitos, ficar insatisfeito, mesmo quando se ganha de goleada, é uma atitude que aplaudo


Sérgio Conceição no final do jogo de ontem:
«Sou perfeccionista, gosto de estar perto da perfeição. Não gostei dos últimos 20 minutos da primeira parte. Não digo isto armado em treinador. Não gostei dos últimos minutos. Deixámos de fazer bem o que estávamos a fazer. É preciso criar dúvidas no adversário, sempre. É preciso grande mobilidade, mudanças de ritmo...»

Como sabem todos os que vêm aqui beber uns copos, não gosto de treinadores que douram a pílula, parece que têm medo de dizer, ganhamos, mas houve coisas que não me agradaram, não devemos repetir, temos de melhorar rapidamente, até costumo dar exemplos, como os de Zidane, Mourinho ou Allegri, treinadores que batem nos seus jogadores mesmo quando o resultado até é bom, mas a exibição foi fraca. Por isso recebi com agrado a declarações de Sérgio Conceição, no final do jogo, realçando os espectos positivos, mas não se inibindo de críticar alguns períodos da exibição portista, após uma goleada, mesmo que estejamos no início da época, as pernas pesem, o cansaço acumulado se faça sentir, a cabeça não raciocine tão rapidamente e tão bem como seria desejável.
Muito bem, Sérgio!

Quando se ganha e de goleada, como foi o caso de ontem, normalmente tende-se a valorizar o que esteve bem, esquecer o que esteve mal. Não foi o que fez o treinador do F.C.Porto e gostei que o tenha feito. Significa que fez o diagnóstico correcto, não ficou eufórico com a goleada, foi capaz de apontar erros. E houve alguns que foram notórios. A forma de jogar do F.C.Porto pede rapidez de pensamento e processos simples, qualidade na execução e na primeira fase de construção, particularmente através de Danilo, houve lentidão, passes errados, a saída não aconteceu como devia. Uma equipa que se solta rapidamente e ataca com muita gente, incluindo laterais bem projectados, tem de ter qualidade de passe, especialmente no chamado trinco, jogador que tem muita bola. Uma demora no passe pode permitir pressão, desarme, apanhar a equipa desequilibrada, dar origem a um contra-ataque fatal. Idem para um passe errado, principalmente se for parar a um adversário - sem esquecer que se a equipa na zona central do meio-campo, não passa e circula bem, tende a hesitar, arrisca menos no passe longo, joga curto, mastiga, frente a equipas fechadas isso pode fazer toda a diferença entre aproveitar um espaço ou o espaço ficar coberto, criar ou desaproveitar uma possível oportunidade de golo. Há muitas coisas boas neste Porto versão 2017/2018 - por exemplo: pressão alta e de forma organizada; dinâmica bastante aceitável; mais pragmatismo, objectividade e verticalidade na circulação e na procura da baliza adversária; mais gente a aparecer na zona de finalização... E há alguns defeitos a corrigir, aqueles apontados anteriormente, algum individualismo que persiste em Brahimi e Corona, dois jogadores que começam a entrar na fase do ou dá agora...

Com menos cansaço e mais tempo de treino, essas lacunas, espero tendam a diminuir, mas para mim é óptimo que Sérgio Conceição tenha percebido onde estão alguns dos problemas, tenha tido o à vontade para falar deles, mesmo publicamente, sem qualquer receio. Conquista-se o grupo pela qualidade de trabalho/competência, pela forma justa, equilibrada, respeitosa e frontal como se tratam os profissionais, sejam os chamados craques, sejam aqueles menos badalados, mas sempre com exigência, elogiando ou criticando conforme as circunstâncias. Claro  que se pode ter toda a gente contente assobiando para o lado, não fazendo ondas, tendo medo desagradar ou ferir susceptibilidades e há quem tenha essa forma de liderar. Tenho é muitas dúvidas que assim se tenha sucesso. Como tenho muitas dúvidas que se tenha sucesso com um grupo cheio de primas donas, incapazes de aguentar uma reprimenda, desde que ela seja feita dentro do respeito referido ou com meninos que não aguentam um ou outro assobio.
O F.C.Porto está há demasiado tempo sem ganhar e os seus profissionais até nem se podem queixar muito...

O ex-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, vai exercer nesta época as mesmas funções no futebol grego. Que vá à vidinha dele e não volte tão cedo, é o meu desejo. Mas sobre o que li das declarações que fez nos últimos dias,duas notas:
Disse Vítor Pereira que com ele a liderar a arbitragem não foi apenas um clube que ganhou...
É verdade, mas se formos comparar a postura dele em relação às queixas de uns, com as queixas do outro, concretamente, o clube do regime, nem é bom falar, como não é bom falar do seu comportamento em relação a vários árbitros, aqueles que não agradavam ao Benfica, com Marco Ferreira a ser o mais vergonhoso exemplo.

Quem também se referiu a Vítor Pereira e de forma muito elogiosa, foi o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado. Disse o freteiro que Vítor Pereira, por cá, serviu, na derradeira fase, de bode expiatório para insucessos alheios.
Deve andar a comer muito queijo, o freteiro e por isso teve um lamentável esquecimento. Mas nós vamos avivar-lhe a memória:
- freteiro, lembras-te de tu e o Reco-reco Guerra, participarem numa reunião com dirigentes do Benfica de onde saiu um fortíssimo ataque, contra tudo e contra todos, a coisa foi de tal ordem que Vítor Pereira teve de vir explicar-se, abrindo um precedente que nunca mais repetiu, mesmo quando outros tiveram tantas ou mais queixas que o clube do regime? Foi em Setembro de 2010, não foi na derradeira fase.
Lembras-te, do Título do F.C.Porto é um tributo dos árbitros ou do Não temos de mudar de treinador, temos é de mudar de árbitros? Foi em Maio de 2012, não foi na derradeira fase. Compreende-se que agora, dentro do lema seguido por ti e pelo panfleto da queimada, o campeonato pode ser a pior das bandalheiras, mas se for o Benfica a ganhar está tudo bem, ninguém se atreva beliscar o mérito do clube do regime, a tua memória só alcance a derradeira fase do mandato de Vítor Pereira, mas olha que não, freteiro, é apenas a tua memória selectiva a funcionar.

Portimonense 1 - F.C.Porto 5. Mais um treino proveitoso


Depois de uma excelente primeira-parte em Guimarães e que gerou expectativas altas no universo que torce pelo azul e branco, que F.C.Porto teríamos desta vez no Algarve e frente ao recém promovido Portimonense? Um Dragão a confirmar evolução e a dar indicações positivas a pouco mais de duas semanas do primeiro jogo oficial da época? Ou Dragão menos positivo, mostrando que ainda há muito trabalho, é preciso refrear ânimos, colocar água numa fervura de entusiasmo que vai notando?
Ora, o que se pode dizer é que o F.C.Porto, frente a um adversário de tracção à rectaguarda, igual a muitos que se vão apresentar de igual forma no campeonato, fez mais um treino proveitoso, goleou e se não atingiu o mesmo brilhantismo dos 45 minutos iniciais do jogo frente ao Vitória, mostrou que está no caminho certo e já num estado muito razoável e deixar boas expectativas para o futuro.

Sérgio Conceição escalou, Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo o Óliver, Corona, Aboubakar, Soares e Brahimi - apenas uma alteração em relação à equipa que iniciou o jogo anterior, saiu Otávio entrou Brahimi - e o F.C.Porto entrou forte e bem, teve largura e profundidade, boa presença na área e como procurou e encontrou os melhores caminhos para chegar ao golo, ainda não tinha sido atingido o primeiro quarto-de-hora e já vencia por 2-0. Não adiantou nada um Portimonense cauteloso​, em 4×1×4×1, porque a dinâmica, boa circulação, capacidade para jogar entre linhas, criar desequilíbrios, mais uma grande eficácia, permitiram a Soares aos 8 e Aboubakar aos 11, darem vantagem à equipa do F.C.Porto.
Quando uma equipa é melhor, está por cima no jogo e no marcador, há o risco de pensar em facilidades, relaxar, abrandar. Não foi o caso dos portistas, embora sem atingir grande qualidade, tendo até complicado em algumas jogadas e errando passes, é verdade que a objectividade, rendeu mais um golo, desta vez por Brahimi e ao minuto 22.
A perder por uma diferença tão grande, o Portimonense reagiu e essa reacção valeu à equipa de Vítor Oliveira, um golo, golo que colocava alguma justiça no marcador. Sendo melhor, dominando, o F.C.Porto não fazia jus a uma vantagem tão dilatada.
Assim, quando as equipas foram para as cabines, 

Ao intervalo saíram Casilla, Danilo, Óliver e Corona, entraram José Sá, Maxi, André André e Herrera, mais tarde quando iam decorridos 65 minutos, sairiam Felipe, Marcano e Alex Telles, entrariam Reyes, Indi e Layun, ao minuto 70  ainda entrariam Hernâni, Otávio, Marega, para os lugares de Aboubakar, Soares e Ricardo, passados 2 minutos, João Carlos Teixeira substituiria Brahimi.   

A segunda-parte começou repartida, mais pastosa, sem grandes oportunidades e grandes motivos de interesse, só depois de nova vaga de substituições, as coisas melhoraram. Ricardo obrigou o guarda-redes dos algarvios uma grande defesa, pouco tempo depois, Brahimi fez o quarto, Hernâni após excelente passe a rasgar de Herrera, fecharia  a contagem faltavam 5 minutos para terminar o jogo.

Notas finais:
Vá lá que a qualidade da transmissão melhorou, mas os primeiros 15 minutos foram de deixar quem queria ver o jogo, à beira de um ataque de nervos. Também porque se iniciou a transmissão quando já o jogo tinha começado?

Num futebol que se pretende rápido, dinâmico e objectivo, é fundamental qualidade de passe, pensar e executar depressa e bem. Em várias situações isso não aconteceu, algumas em zonas de risco, com a equipa balanceada para o ataque, permitiram um ou outro contra-ataque que hoje não deram em nada, mas noutros jogos, contra outros adversários, podem dar. Também alguma tendência para complicar, não soltar rápido, nada que quando o cansaço diminuir, as pernas pesarem menos, não se resolva.

Ganhar dá moral, golear aumenta a moral. Sem excessos nem euforias prematuras, seguimos o nosso caminho.

Mais um grande apoio dos adeptos portistas e um entusiasmo que vai crescendo.

Não será pelos adeptos que a Nau Azul e Branca não chegará a bom Porto


No último domingo frente ao Vitória S.C. e em Guimarães, naquele que foi o primeiro jogo do F.C.Porto, aberto ao público, os adeptos dos Dragões começaram a época como a tinham terminado: com uma grande manifestação de apoio e confiança, passando para todo o grupo de trabalho e dirigentes a certeza que, tal como aconteceu na época passada, não será por eles que a Nau Azul e Branca não chegará a bom Porto. Num dos posts anteriores, depois da festa de apresentação dos equipamentos, já tinha deixado o lamiré: apesar de quatro época em branco, desilusões e frustrações, o portismo está bem e recomenda-se, continua fiel, apaixonado, presente - importa referir também que no domingo, na apresentação, o Dragão só não vai estar repleto porque há muitos adeptos com lugar anual que se encontram em férias... E isso é importantíssimo, meio caminho andado para voltar ao sucesso. E este apoio é um sinal muito positivo, pois como temos visto pelas amostras - Meirim, Mostovoi, jornais rádios e televisões -, parece que vamos ter mais do mesmo na temporada 2017/2018.

Com a silly season não vale a pena perder tempo, isto está para os vendedores de banha da cobra, passamos do que é verdade hoje pode ser mentira amanhã, para o que é verdade agora pode ser mentira daqui a 5 minutos. É lamentável, mas é assim, portanto a solução é vamos indo e vamos vendo, no fim falamos. Mas se é assim, há questões que são absolutamente lamentáveis e deveriam merecer da parte de alguns artistas da escrita e da palavra, algum recato. Dou um exemplo:
O jornal francês L'Équipe deu à estampa que Chidozie tinha problemas de saúde, não era visto desde a sua apresentação no Nantes. Que fez a comunicação social portuguesa? Pois, replicou a notícia que... era falsa!, o rapaz está bem e até já jogou pelo ex-clube de Sérgio Conceição. Como às vezes, demasiadas vezes, acontece nestas circunstâncias, no facebook a especulação já vai em, Chidozie tem uma doença grave e pode abandonar o futebol. Haja pachorra!

Entretanto, o Rascord, lixeira desportiva do grupo Cofina, continua na árdua tarefa de fazer fretes às fontes do clube do regime e coloca na capa:"Águia avança mesmo com Apito Final no TAD". Compreende-se que com o aproximar de Agosto, mês da promessa, o  melhor ainda está para vir, e estando no TAD, Ricardo Costa, o conhecido Pavão Vermelho, capaz de fazer justiça à la carte, como fez tantas vezes no passado, o clube do regime e os seus peões de brega ou cartilheiros, tentem os mais mirabolantes golpes de rins na tentativa de desviar atenções do essencial. Não vão conseguir. Já não se trata de polvo escondido com tentáculos de fora, trata-se de tentáculos escondidos com polvo de fora.

"Silly Season". Por Felisberto Costa


Confesso que nas férias do futebol, onde as noticias são exacerbadamente estúpidas, cada jogador sondado ou declarado pela comunicação social é um Messi ou Ronaldo em potência, também eu me deixo de certa maneira relaxar. Gosto de retemperar forças para as competições que se avizinham, e não dar crédito algum ao que diz o Jogo, (então o Record e a Bola nem sequer leio!), sobre o nosso querido F.C.Porto. Gosto de ser eu a julgar, a pensar, a ver, enfim a analisar pela minha cabeça. Daí que já tenha visto muitos Depoitres serem aclamados pela imprensa como autênticos matadores, e ilustres desconhecidos, sem quase nenhuma cobertura da comunicação social, tornarem-se enormes e granjeando o carinho e a admiração da nossa nação azul-e-branca, como foi o caso de Jardel, Lisandro, Falcao e para mim o melhor estrangeiro que já jogou em Portugal em todos os tempos: Madjer!

Assim e sem dar cavaco ao que vão dizendo, espero ansiosamente pelo dia 9 de Agosto para ver as nossas cores em acção. E então, aí sim, ver quem é quem; o que espera de quem, desde o treinador ao 3º ou 4º guarda-redes do plantel!
Para mim os jogos de pré-época são isso mesmo: preparar a equipa ao mais alto nível através de treinos de conjunto com outras equipas e como manda a lógica numa fase ascendente: começando com amadores até defrontarmos gente da nossa igualha. Os resultados são o que menos importa, apesar de todos nós querermos sempre a vitória, o que está em jogo é a afinação da máquina. Dia 9 espero que a máquina, que forçosamente ainda não estará a carburar em pleno, mesmo assim nos dê uma bela vitória entrando com o pé direito.
Por falar em dia 9, confesso a minha santa estupidez em ter criticado o F.C.Porto pela data, quando efectivamente este dia foi escolhido no próprio sorteio da calendarização da Liga! As minhas desculpas ao F.C.Porto!

O meu pai sempre disse que o nosso maior inimigo, o gajo mais anti-portista que se possa imaginar, aquele que nos espeta uma faca nas costas sem remorso algum, é o nosso próprio conterrâneo! É o próprio tripeiro, de gosto avermelhado o que pior nos faz! É o tripeiro renegado ás suas origens - apesar de apregoar aos 4 ventos que é do… Norte, é o que mais e tenebrosamente impede a sua região de progredir e avançar económica e socialmente.
De rui gomes da silva a silvio cervan, passando por catarina martins ou fernando medina (as minúsculas nos nomes são da minha responsabilidade), estes são os rostos dos renegados!
Reparem na descentralização, onde todos a querem, mas ninguém avança! Uma descentralização que escandalosa e vergonhosamente não chega ao parlamento para ser aprovada pois, são os próprios deputados de TODOS os partidos que assobiando para o lado a deixam na gaveta! E também vergonhosamente, grande parte desses tristes deputados, que foram eleitos por nós, são daqui. São nortenhos!
Em Portugal o deputado pensa que foi eleito, não para defender a sua região, mas sim para a região o defender a ele ou ao partido!

Por último deixo uma palavra de carinho e conforto ao nosso grande timoneiro, Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, para que recupere depressa e bem. É que para mim, o F.C.Porto é uma enorme família e por muito que ás vezes esteja contra o presidente, vocifere pelas suas (não) decisões, contratações, discursos ou falta deles, e dou como exemplo emprestar jogadores ao Vitória de Setúbal e ao Tondela, Pinto da Costa não deixa de ser o nosso pai!
E todo o bom filho só deseja o bem ao pai!
Força presidente!

Vitória S. C. 0 - F.C.Porto 2. Excelente primeira-parte


Depois de dois jogos no México, o F.C.Porto praticamente nem descansou, defrontou na noite de hoje o Vitória S.C., em Guimarães. Mais um particular, mais um teste, um passo no caminho traçado para que o conjunto de Sérgio Conceição possa estar pronto e à altura das circunstâncias no dia 9 de Agosto, dia em que defronta no Dragão, o Estoril, jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato, Liga NOS. E foi um passo em frente, positivo, com muitas coisas interessantes, em particular na primeira-parte, aquele que deu o F.C.Porto na Cidade Berço.
O caminho faz-se caminhando, sem excessos nem euforias prematuras, mas com a consciência que estamos a fazer bem.

Entrando com Casillas,  Ricardo, Filipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver e Otávio, Corona, Aboubakar e Soares, o F.C.Porto entrou forte, dominador, com uma dinâmica muito apreciável e uma intensidade que merece elogios, encostou o Vitória lá atrás e começou cedo a ameaçar. Otávio aos 4 e 7 minutos, Soares aos 16, ficaram muito próximo do golo, mas pela forma como estava o jogo, pela qualidade que a equipa do F.C.Porto apresentava, chegar à vantagem era uma questão de tempo. E o golo, melhor, os golos, não tardaram: Aboubakar aos 21 e Soares aos 26 colocaram a bola lá dentro, deram cor e justiça ao excelente futebol dos pupilos de Sérgio Conceição. Claramente por cima no jogo e no marcador, uma questão se colocava: ia o Dragão manter o ritmo, a intensidade e a concentração, a chama alta? Manteve, não fez mais nenhum golo até ao intervalo, mas foi sempre melhor, nunca permitiu à equipa de Pedro Martins arrebitar cabelo. E assim, no final dos primeiros 45 minutos, vantagem de dois golos, justa, indiscutível e que até podia ser maior, do conjunto azul e branco que se exibiu em bom nível.

No início da segunda-parte entraram José Sá, Maxi e André André, saíram Casillas, Danilo e Corona, com o caxineiro a jogar no meio-campo, o uruguaio no seu lugar habitual e com Ricardo a subir para o lugar do mexicano. Mais tarde saíram Aboubakar, Alex Telles, Otávio, Soares, Ricardo, Óliver e Filipe, entraram Herrera, Marega, Brahimi, Layún, Indi, Mikel e Hernâni

E a etapa complementar, pela expulsão de André André, logo aos 7 minutos e pelas alterações, obviamente não podia ter atingido a qualidade da primeira, no que ao F.C.Porto diz respeito. Mas apesar de jogar com 10 e o Vitória ter aproveitado para subir de rendimento, só por uma vez, quando Filipe cortou uma bola que ia para a baliza, a equipa vitoriana criou verdadeiro perigo. No resto, se é verdade que os portistas foram obrigados a defender mais, não tiveram tanta bola, também é verdade que estiveram sempre bem e organizados na função defensiva, quando tinham bola procuraram jogar.
Pena que as condicionantes do jogo e as sempre necessárias nestes jogos, substituições, não tenham permitido ver até onde teria ido aquele Porto da primeira-parte...

Nota sobre o árbitro, João Pinheiro:
Se André André foi imprudente e viu bem o vermelho, porque não veio também Vigário para a rua, por exemplo? Já começam os critérios desiguais? Entradas duras são vermelho para jogadores do F.C.Porto e amarelos para os adversários? Espero bem que não... porque se isto for para continuar vão levar connosco desde a 1ª jornada. Depois digam, lá estão eles, deixem os árbitros em paz, joguem à bola, etc.

Sobre os dois jogos no México

 
Nota de abertura:
O presidente do F.C.Porto está hospitalizado, mas a recuperar bem. Tal como aconteceu em outras ocasiões, há muito javardo neste país que confunde os desejos com a realidade. Curiosamente, há quem tenha sido muito lesto a fazer editoriais de condenação aos cânticos da maior claque do F.C.Porto, mas não tenha dito nada contra as resmas de comentários abjectos a propósito do acidente que atirou Jorge Nuno Pinto da Costa para o hospital. E não podem dizer que não os conhecem... porque quando lhes interessa andam muito atentos às redes sociais.

E agora, algumas análises individuais, talvez prematuras, valem o que valem, mas também é para isso que existe o Dragão até à morte.

Vaná:
Jogou muito pouco, não há nada que se possa dizer em seu favor ou contra. Parte, a priori, como terceiro guarda-redes...

Ricardo: o que mais me impressionou nos dois jogos. No F.C. Porto já dava indícios de ser um jogador com potencial, tecnicamente interessante, rápido com e sem bola, polivalente, precisava de jogar regularmente para crescer, deitar cá para fora tudo o que se adivinhava. Em França teve essa possibilidade, jogou muitos jogos numa boa equipa e num bom campeonato, impôs-se, foi uma das figuras do terceiro classificado da Liga francesa. Regressou e mostrou que pode ser um jogador importante no Porto de Sérgio Conceição. Defende bem, ataca bem, tanto vai por fora como interioriza, dá profundidade, tem uma grande capacidade de rapidamente transformar uma recuperação perto da área do F.C.Porto, numa jogada de perigo na área adversária.

Martins Indi:
Fez uma bela época na Premier League ao serviço do Stocke, mas vá lá saber-se porquê, os ingleses não se quiseram chegar à frente - estarão a guardar-se para o final do mercado, esperando que nessa altura ou em Janeiro o F.C.Porto venda a preço de saldo? Ficam à espera mais um ano e no próximo ficam com o jogador a custo zero? Porque alimentou essa possibilidade, Indi, pareceu no México um jogador triste, cumpriu, mas sempre deixando a ideia que tem a cabeça noutro lugar. É canhoto, não há muitos por aí, adapta-se bem a um sistema com três centrais, pode dar um jeito na lateral em caso de emergência, razões para veja com bons olhos a sua continuidade... mas de corpo e alma e com a possibilidade de uma saída sem que o F.C.Porto receba aquilo que é justo, afastada..

Rafa:
Não acompanhei a época que fez no Rio Ave, mais li que foi excelente, o mesmo pensou o F.C.Porto, Rafa regressou, integrou o estágio, foi para o México. Nos dois jogos que lhe vi, fiquei com a ideia que tinha dele quando jogava no F.C.Porto B. Bem com bola e para a frente, dificuldades sem bola a defender. Quer frente ao Cruz Azul, quer com o Chivas, deu espaço nas costas, no primeiro jogo a bola foi às malhas laterais, no segundo começou na má colocação dele o golo do 2-2. É um jovem, tem potencial, se for capaz de corrigir estes defeitos defensivos, ser mais agressivo e mais rápido a atacar a bola, pode vir a ser um lateral-esquerdo com capacidade de no futuro e não a muito longo prazo, ser o dono do lugar no lado canhoto da defesa do F.C.Porto.
 
Sérgio Oliveira:
Talento, tem. Coisas que mais nenhum outro médio do F.C.Porto, capacidade de tiro, também tem. Falta-lhe intensidade e capacidade física para ir e vir, acreditar no seu valor, querer muito. Apareceu muito bem no México, ainda é um jovem, está muito a tempo de ser o jogador que tanto prometeu quando jogava nos juniores e era chamado à equipa principal. Comigo, no mínimo, pelo menos estava sempre entre os 18.

Mikel:
Não tendo ainda a experiência e a qualidade de Danilo, o nigeriano pode ser uma boa alternativa ao internacional português, mas são jogadores de características semelhantes. Têm ambos dificuldades em jogar longo, com um passe de 30 ou 40 metros, transformar uma jogada defensiva numa oportunidade de golo. Quando é sabido que o F.C.Porto em muitos jogos vai enfrentar equipas muito fechadas e que dão poucos espaços, não ter um jogador na chamada posição 6, o trinco, com essas capacidades, é para mim é uma lacuna. Danilo ainda é capaz de ter umas arrancadas, transportar a bola, já Mikel... Talvez em determinados jogos, jogos em que praticamente só se ataca, fazer uma adaptação, jogar com Herrera a trinco. Eu sei que o mexicano às vezes desconcentra-se, inventa, facilita, mas como acho importante tem um jogador diferente nessa função...

Aboubakar:
Regressou melhor que aquele Aboubakar da segunda metade da época 2015/2016, mas não diferente do Aboubakar que tanto prometeu no início da mesma época, quando já dizíamos que tinha feito esquecer Jackson Martínez. É um bom avançado, dificilmente encontraríamos melhor em circunstâncias normais, com o aperto financeiro, então é que nem se fala. Mas é uma situação difícil de gerir, está no último ano de contrato, ganhava muita pasta no Besiktas...

Galeno:
Não se pode pedir a um jovem que veio da equipa B, está a dar os primeiros passos no plantel principal, conhecer colegas, treinador, adaptar-se a um forma diferente de jogar e outra exigência, está cansado e as pernas pesam, chegue e brilhe a grande altura. Jogadores desses são muito poucos. Vamos indo e vamos vendo, mais à frente há tempo para decidir o que fazer com o jovem brasileiro. Recorde-se que nos dois jogos no Olival, frente à Académica e Rio Ave, marcou...

Hernâni:
Outro que esteve muito bem na época anterior, no caso ao serviço do Vitória S.C.. Mas Hernâni para mim continua a ser um mistério. Olha-se para ele, parece triste, quando devia estar feliz, tentar agarrar com tudo e de sorriso nos lábios, mas uma oportunidade de ficar e contar, no principal plantel do F.C.Porto. Tanto faz coisas magníficas, como se perde num futebol inconsequente e que não leva  alado nenhum. Se não for agora, quando será?
 
Dito isto, ainda temos três jogos, dois antes da apresentação e da selecção que vai ter de ser feita, digo eu. Há tempo para trabalhar, a equipa crescer, agora que as pernas começam a pesar menos, não há os problemas que a digressão mexicana acarretou, continuar a ver e avaliar evoluções colectivas e individuais.
Há uma certeza que tenho:
Se não sair ninguém, não houver gente amuada porque queria sair e não saiu, ao contrário do que vou ouvindo e lendo, o F.C.Porto de Sérgio Conceição, em termos de opções, não está mais fraco que o de Nuno Espírito Santo, mesmo que a única aquisição seja Vaná.

Nota Final:
Marega, pelo que vou lendo e ouvindo, ainda não se apresentou. Não sei as razões, mas seria muito estranho que ainda fosse uma hipótese para o plantel da época que para o F.C.Porto, começa dia 9 de Agosto às 19 horas no Estádio do Dragão frente ao Estoril.

Chivas 2 - F.C.Porto 2. Houve evolução e isso é que importa nesta altura


No segundo jogo em terras mexicanas, em Guadalajara, frente ao Chivas, vencedor do torneio Clausura, teoricamente um adversário mais forte que o Cruz Azul, com quem empatou a zero na madrugada da última terça-feira, mas já mais adaptado ao fuso horário, menos desgastado​ e sem o problema da altitude, esperava-se um Porto mais solto, capaz de mostrar outros argumentos, que está a evoluir. E assim foi. A equipa de Sérgio Conceição fez uma boa primeira-parte, chegou ao intervalo a vencer por 2-0 e podia ter feito pelo menos mais um golo, muito pelo efeito das substituições, não esteve tão bem na segunda, deixou-se empatar, mas merecia ter ganho.

Entrando com Casillas, Ricardo, Filipe, Marcano e Alex Telles - único sector onde não houve mexidas em relação à equipa que iniciou o jogo anterior -, André André e Óliver no meio, Hernâni na direita e Otávio na esquerda e dois avançados, Soares e Aboubakar, o F.C.Porto arrancou uma primeira-parte de bom nível.
Entrando a pressionar bem e beneficiando dessa pressão, iam decorridos apenas 2 minuto e já conjunto de Sérgio Conceição estava em vantagem. Corte defeituoso da defesa do Chivas e Aboubakar a aproveitar muito bem para fazer golo. Melhor era impossível. Também pelo  tónico de estar por cima do marcador, viu-se um Dragão mais solto, mais rápido e mais equilibrado, mais equipa que no jogo anterior. Tendo mais bola e trocando-a com propósito, já mais rápido a pensar, executar e sair para o ataque, os Dragões com dois laterais a darem profundidade e Óliver com a batuta, foram claramente superiores. O segundo golo surgiu naturalmente, obtido por Otávio e numa jogada de compêndio, não permitiram nada aos mexicanos, tiveram algumas oportunidades para chegar ao intervalo mais confortáveis no marcador.

Antes do intervalo, ao intervalo e com o desenrolar do jogo as substituições aconteceram - Casillas((José Sá aos 35 e depois Vaná aos 81); Ricardo(Corona aos 46); Filipe(Indi aos 46);Marcano(Jorge Fernandes aos 81); Alex Telles(Rafa aos 74); André André(Sérgio Oliveira aos 46); Óliver(Herrera aos 35, depois Mikel aos 74); Hernâni(Maxi aos 35, depois Layún aos 67), Aboubakar(João Carlos Teixeira aos 67); Soares(Galeno aos 46); Otávio(Brahimi aos 46) - e naturalmente isso teve reflexos no rendimento da equipa.
Na segunda-parte, a entrada voltou a ser forte, nada se alterou em relação ao que de bom tinha acontecido na primeira, o terceiro golo esteve a vista. Mas quando e ser ter feito nada por isso, o Chivas reduziu, num lance caricato e que não devia ter sido validado, as coisas começaram a mudar. Não é que os mexicanos fossem muito superiores, nada disso, mas tiveram mais bola, chegaram mais vezes e com mais perigo à baliza do F.C.Porto, viriam a conseguir o empate numa desatenção da defesa portista - muito espaço nas costas de Rafa, Jorge Fernandes batido e Layún mal colocado, o defeito que tarde em corrigir, a deixar o marcador golo sozinho nas suas costas. Foi pena, até porque nos entretantos, com mais discernimento e assertividade no último passe, os Dragões podiam ter feito outro golo.

Nota final:
Nestes particulares de pré-época, mais importante que saber se o adversário estava desfalcado na primeira-parte e mais completo na segunda - com o F.C.Porto passou-se o contrário -, é ter a consciência que não podemos nem devemos fazer juízos definitivos, num sentido ou noutro, sejam colectivos ou individuais, ficar deslumbrados, extrapolar coisas normais, nem arrancar cabelos porque houve coisas erradas. Não, mas podemos ver se há evolução, se a equipa cresce fisicamente e no ritmo de jogo; melhora na ocupação os espaços, se os processos defensivo e ofensivo vão a sendo assimilados. Se pressiona com critério ou de forma desgarrada; o que faz quando tem bola ou o que procura fazer para a recuperar rápido; se há trabalho nas bolas paradas ofensivas e como aborda as bolas paradas defensivas, etc., etc.. E o que vi agradou-me, mesmo que ainda haja muito para melhorar... seria absurdo que com pouco mais de duas semanas já tudo estivesse bem.
Curiosamente, alguma comunicação social aborda os jogos no México e diz: F.C.Porto não ganhou nenhum jogo. Que chatice...digo eu!

Túnel da Luz, mais uma vergonhosa parceria entre Benfica e Ricardo Costa


Agora que o apito morreu e a reacção do Benfica, à morte, só mostra a sua - e dos prostitutos ao seu serviço -, verdadeira dimensão, há outro processo, outra pouca vergonha com alguns dos mesmos protagonistas do processo dos apitos, Dourado e Final, que convém não esquecer: refiro-me ao chamado caso do túnel da Luz ou da pouca vergonha, após o Benfica - F.C.Porto de 20/12/2009, mais uma vergonhosa parceria entre Benfica e Ricardo Costa.

Resumidamente: no final do jogo, houve problemas entre alguns dos jogadores do F.C.Porto, particularmente, Hulk e Sapunaru e alguns stewards estrategicamente colocados no túnel de acesso aos balneários. João Ferreira, conhecido nas escutas a Luís Filipe Vieira, como, João, pode ser o João Ferreira, quarto árbitro desse malfadado jogo, fez queixa ao árbitro principal, Lucílio Baptista, conhecido por SLB - Senhor Lucílio Baptista -, a Comissão Disciplinar da Liga(CDL), presidida por Ricardo Costa, conhecido pelo Pavão Vermelho, suspendeu preventivamente os dois jogadores portistas. Porque, principalmente Hulk, era um jogador importantíssimo, decisivo, o melhor jogador do campeonato, o F.C.Porto tentou acelerar o processo, facto que a CDL não atendeu - aqui. Mais tarde saiu o castigo: quatro meses para o brasileiro, seis para o romeno. O F.C.Porto, obviamente, recorreu para o Conselho de Justiça(CJ) e esse orgão deu provimento ao recurso. Hulk viu os quatro meses passarem a 3 jogos, Sapunaru os seis meses a 4 jogos. Só que entretanto - foquemo-nos apenas em Hulk, pela importância que tinha na equipa e recordemos que após o regresso do Incrível o F.C.Porto venceu os jogos todos até ao final da época -, Hulk já tinha cumprido 18 jogos, isto é, 15 a mais do que devia cumprir. Quando foi conhecida a decisão do Conselho de Justiça, o F.C.Porto reagiu através do comunicado que podem ler a seguir. No ponto 8 e que tive o cuidado de sublinhar, o F.C.Porto fazia tensão de recorrer à justiça para ser ressarcido dos prejuízos causados por tão aberrante decisão - a propósito, ainda há poucos dias, Manuel Jesualdo Ferreira, treinador dos Dragões, na altura, responsabilizava o caso do túnel pela perda desse campeonato. Como estamos acerca disto? Já foi esquecido? O processo continua a percorrer os lentos caminhos da justiça? É que quando vimos o Pavão Vermelho ainda cheio de peito, de empáfia e com tom provocatório, sem esquecer que pertence ao Tribunal Arbitral de Desporto, depois de ter perdido em toda a linha, mete cá uma confusão...

Comunicado do F.C.Porto:   
«1 – O CJ da FPF decidiu convolar as penas de quatro e seis meses aplicadas a Hulk e Sapunaru, pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em consequência das ocorrências no túnel do Estádio da Luz, após o Benfica-FC Porto de 20 de Dezembro de 2009;

2 – Depois de analisar o recurso apresentado pelos atletas do FC Porto, o CJ decidiu punir Hulk com suspensão de três jogos e multa de 2.500 Euros e Sapunaru com suspensão de quatro jogos e multa de 4.500;

3 – Ao contrário da CD da LPFP, o CJ da FPF concluiu que a conduta de Hulk e Sapunaru «integra, por violação do disposto no art. 18º, nº 4 do RC, a infracção disciplinar grave» punível «pelo art. 120º, j) do RC da LPFP com suspensão de 1 a 4 jogos e multa de 750 a 3750 Euros»;

4 – Fica assim desmontada mais uma habilidade despudorada perpetrada pela CD da LPFP e exibida em praça pública por uma lamentável sede de protagonismo. Resta saber se o «acto de contrição» que agora se impõe terá o mesmo exibicionismo mediático;

5 – Desde a suspensão imposta pela CD da Liga a Hulk e Sapunaru passaram 17 jogos das competições nacionais e mais de três meses. Como teria sido o desempenho do FC Porto nestes compromissos, caso os dois atletas estivessem, como deviam ter estado, disponíveis e quais os reflexos desta aberração na classificação da Liga 2009/10? Será que a verdade desportiva foi defendida?;

6 – Fica novamente comprovada a perseguição da CD da LPFP ao FC Porto e a cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da LPFP, Hermínio Loureiro. Recorde-se que, ainda recentemente, o mesmo Hermínio Loureiro afirmou que o seu papel se limitou a criar condições para que os órgãos da LPFP funcionem. Nem que seja sem rigor, de forma grosseira e com arbitrariedade…;

7 – Este, de resto, será o facto mais marcante do mandato dos actuais órgãos dirigentes da LPFP. O futebol não esquecerá o péssimo serviço que lhe prestaram nesta matéria e, por conseguinte, só lhes resta uma saída: Obviamente, demitam-se!;

8 – A FC Porto – Futebol, SAD já deu instruções aos seus advogados para intentarem as competentes acções de responsabilização e indemnização, quer dos membros da CD da LPFP, quer da própria instituição.»

Para finalizar, façamos um pequenos exercício e imaginemos o que teria acontecido neste país com o seguinte cenário:
O túnel era o do Dragão, o caso passava-se com jogadores do Benfica, concretamente, Di María - estava na altura para o clube do regime como Hulk para o F.C.Porto - e o argentino era castigado nos mesmos moldes que foi o jogador do F.C.Porto, cumpria mais 15 jogos que o devido, o Benfica perdia o título para o F.C.Porto?
Não é difícil de imaginar, pois não?
Os anos passam a sensação continua: o clube do regime é um caso à parte no desporto português, futebol em particular. Goza de uma impunidade e privilégios que mais nenhum clube tem neste país.
 
Já agora, imaginemos também que André Ventura, esse cartilheiro, provocador, agitador, mentiroso e racista, era portista - Deus nos livre e guarde! , director de campanha de Pinto da Costa?

E ainda, que alguém que tinha sido motorista de Pinto da Costa, durante muitos anos, o presidente tinha com ele tinha uma relação tão especial, tão especial que até o nomeava para um cargo importante de director com regalias que incluíam carro e gabinete na Porta 18 do Dragão. E depois esse personagem era apanhado a traficar droga?
Não vale dizer que a emoção de PC era hipocrisia e cinismo, as lágrimas eram de crocodilo...

Cruz Azul 0 - F.C.Porto 0. (3-2) no desempate por pontapés da marca de grande penalidade

 

Na cidade do México, no Estádio Azul, frente aos mexicanos do Cruz Azul, conhecidos por La Máquina e a contar para SuperCopaTecate, o F.C.Porto fez na madrugada de hoje o seu primeiro jogo particular da pré-época - os jogos-treino disputados no Olival com a Académica, empate a 2 golos e frente ao Rio Ave, vitória por 4-0, para mim não contam. No final dos 90 minutos os Dragões empataram a zero, perderam por 3-2 no desempate por pontapés da marca de grande penalidade.

Porque estes jogos mais que tudo, servem para treinar, dar pulmão, ver como se comportam os jogadores em conjunto e individualmente, verificar se os métodos estão a ser assimilados, há evolução na organização, nos processos, nos automatismos, temos sempre de ter alguma calma e distanciamento, ter vários factores em conta. No caso concreto do F.C.Porto, que é o que nos importa, temos de analisar tendo presente que há um treinador novo, com tudo o que isso implica; o cansaço próprio e natural num início de temporada forte; uma viagem longa e para um Continente com fuso horário diferente, mais a questão da altitude; um adversário mais rodado e por isso com mais ritmo. E porque no futebol não há milagres, não é carregar no botão e já está, convém não dar muita importância ao resultado - obviamente, desde que não descambe para um resultado desprestigiante...-, embora, pelo que fez na segunda-parte, o F.C.Porto merecesse ter ganho.

O treinador Sérgio Conceição escalou de início, Casillas, Ricardo, Filipe, Marcano e Alex Telles, Mikel e Óliver, Corona, Otávio, Soares e Brahimi. Portanto, tirando uma ou outra alteração, sendo que a mais lógica será a entrada de Danilo e saída de Mikel, uma equipa muito próxima daquela que, se não houver surpresas - mercado ou lesões -, será a equipa chamada de titular - embora no actual futebol, equipa titular seja um conceito cada vez mais ultrapassado - e a primeira-parte, no que aos Dragões diz respeito, não teve grandes motivos de interesse. Frente a um adversário mais fresco, mais solto e mais ligado, foram naturais as dificuldades do conjunto de Sérgio Conceição. Com as pernas a pesarem tudo fica mais difícil, lá se vai a clarividência e o discernimento, a capacidade para decidir e definir bem. Não se estranhou por isso a pouca bola, os problemas na saída a jogar, a pouca ligação das jogadas e as poucas oportunidades que os portistas tiveram, nem o nulo ao intervalo, resultado que se ajustava ao desenrolar da partida - os mexicanos também só por uma vez estiveram muito próximo do golo.

Como é hábito neste tipo de jogos, ao intervalo houve várias substituições e no início da segunda-parte o F.C.Porto começou com José Sá, Maxi, Filipe - viria a sair para a entrada de Jorge Fernandes ao minuto 81 -, Martins Indi e Alex Telles - Rafa aos 64 -, André André - 81 Herrera -, Óliver - 64 Sérgio Oliveira - e Otávio - 64 João Carlos Teixeira -, Hernâni - 81 Layún - Aboubakar e Galeno - e, ao contrário das expectativas, a etapa complementar foi mais conseguida que a inicial.
Não foi um Porto de nível superior, seria pedir demasiado, mas foi melhor. Pressionou bem, teve mais bola, mais organização, critério na saída para o ataque, mais intensidade, criou várias e algumas claras, oportunidades, apenas pecou no ultimo passe, não teve eficácia na hora de meter a bola lá dentro. Merecia pelo menos um golinho e ganhar o jogo.

Assim, a conclusão a retirar deste jogo é positiva. Não seria exigível, nesta altura, pedir muito mais a este Porto versão 2017/2018.
Acredito que mais adaptado, menos cansado, logo, mais solto, o F.C.Porto vai evoluir, estar melhor no próximo jogo frente aos também mexicanos do Chivas.
Há a sensação que temos ali gente que bem preparada, orientada e motivada, pode ser uma surpresa. Dois exemplos: Sérgio Oliveira - ou vai ou racha - e João Carlos Teixeira - tem muito talento, só precisa que o ajudem a deitá-lo cá para fora. Não com um futebol curto e lento, de muita parra (fintas) e pouca uva (objectividade e capacidade de explosão), mas com um futebol capaz de ser produtivo, render golos e assistências.

Nota final:
Que é feito da Carolina? Boa pergunta. 
- Alô, alô Carolina, que é feito de você? 

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