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As crónicas do Felisberto Costa: ter cabeça


Após um jogo atabalhoado onde foi preciso usar a cabeça para vencer, o F.C. Porto mantém as aspirações de ser campeão, colocando pressão sobre o primeiro classificado.
Mas mais uma vez se assistiu a um certo desnorte dos nossos jogadores na finalização, sendo Corona e Jota os dois exemplos mais flagrantes na tarde de ontem. E por falar em tarde, que delicia, que saudade, de ver um jogo a horas decentes!
O F.C. Porto se quer ser, ou pelo menos lutar taco a taco com o rival vermelho, já que o verde parece estar fora-de-validade, tem que ser acutilante, agressivo, corajoso e sobretudo matador, nestes jogos. São jogos contra estas equipas que dão campeonatos. Por isso vamos lá não falhar diante da baliza, jogar os noventa minutos em coerência e como se o resultado estivesse sempre a nulo.
Por tudo o que vimos desde o início do campeonato, falta-nos um matador. Um killer na abordagem á bola diante da baliza. Mas verdade seja dita, para isso também há que ter extremos que cruzem quase em cima da linha de fundo e não logo a seguir ao meio campo. 
Um cruzamento na linha de fundo - e basta ver os 4 golos marcados ontem! - apanham os jogadores atacantes de frente para a bola. Um cruzamento ainda antes da grande área, apanha o avançado de costas para a baliza e com um defesa adversário a pressioná-lo de frente! Creio que é livros, aquilo que digo.
Passando para outra, a comunicação social deste país, vê com negrume, azedume e inveja este aproximar do F.C.Porto ao avermelhado manto protegido por tudo quanto é cão e gato que saiba escrever num jornal.
Por um (in)feliz coincidência, ao fazer zapping, apanhei com 2 comentadores da TVI a falarem do F.C. Porto. Deixei-me ficar a ver e qual o meu espanto, o tema em questão era a arbitragem de Jorge Sousa. Para esses ditos especialistas da matéria, o golo do Filipe foi 10 (DEZ) centímetros em fora-de-jogo, ou como disse o pateta alegre, estando o corpo em linha, tinha a cabeça em fora-de-jogo. Logo deveria ter sido anulado o golo!!!
No capitulo disciplinar tiveram a ousadia de dizer que JS foi permissivo com Filipe e Layún!
Pois é, vamos ter que levar com eles, se bem que seja coisa a que estamos habituados desde a nossa fundação, mas não deixa de ser nojento, quando andamos jogos e jogos a fio a ser prejudicados e esta CS mais calada que ratazanas. Aliás bastou ver o jogo dos avermelhados com os nossos vizinhos da rotunda, para se ver uma CS profundamente chocada e entristecida com o sucedido, havendo mesmo alguns - avençados, só podem! - especialistas, a dizerem que foram 3 golos irregulares do Boavista!
Não consigo passar ao lado desta crise verde sem olhar para o nosso azul-e-branco.
O que se passa no Sporting, onde o populismo do presidente, aliado à soberba do treinador, excepto para os seus apaniguados, dá resultados que todos já esperávamos.Porque um presidente é para presidir, um treinador para treinar. Quando ambos, ou sobretudo o chefe-mor da casa também quer vestir a pele de ultra, só pode dar vulgaridade, desordem e bodes expiatórios a torto e a direito.
E o que é que isto tem a ver com o F.C. Porto? Precisamente para muitos de nós que gritam que Pinto da Costa está acabado e é preciso uma revolução. Para todos nós que acham que sem nenhum candidato a candidato quando das eleições, se arranjará um presidente fiável e credível! Para todos nós que em vez de olharmos para a floresta, olhamos só para a enorme e poderosa árvore que germinou essa mesma floresta!
O Sporting é e deve ser um tema de reflexão para todos nós portistas. Uma solução para a sucessão de Jorge Nuno Pinto da Costa, deve ser encarada como natural, serena e pujante. Não como trinta cães a um osso depois do homem já não cá estiver!
E também não posso terminar sem um palavra de gratidão a todos os que estiveram no estádio que conseguiram não assobiar a equipa, mesmo nos momentos - e foram bastantes - em que pareceu perdida em campo. Façam como eu; insulto-os à má fila. Eles não ouvem mas a gente desopila!

F.C.Porto 4 - Rio Ave 2. Valeu pelo resultado...


Como mais vale ganhar a jogar mal, que não ganhar a jogar bem, saúde-se a vitória do F.C.Porto, uma vitória que lhe permite para já encostar no Benfica, continuar a perseguir o título, principal objectivo da temporada. Mas a jogar assim, com arbitragens destas - mais uma vez Jorge Sousa apitou sempre contra o F.C.Porto e se assinalou bem o penalty, tenho muitas dúvidas que se fosse na Luz fazia o mesmo - e sem o colinho do Dragão... fica muito complicado nos jogos fora.
É de deixar qualquer um à beira de um ataque de nervos, ver a facilidade com que uma equipa que não tem muito mais aspirações que fazer um campeonato tranquilo - espreitando apenas uma possível ida às pré-eliminatórias da Liga Europa -, chega ao Dragão, monta banca, joga taco a taco, mostra em vários períodos do jogo mais qualidade futebolística que o FC.Porto. Não merecia perder pela diferença de dois golos.

Frente a um conjunto do Rio Ave bem organizado, com bola, sempre pronto para atacar, sem bola, rápido a reagir à perda, mantendo sempre o bloco compacto e os equilíbrios, o F.C.Porto só levou perigo à baliza vilacondense aos 17 minutos, quando Corona beneficiou de um ressalto e desperdiçou infantilmente uma clara oportunidade. O que Corona desperdiçou, no minuto seguinte, Filipe aproveitou para de fazer marcar o primeiro golo, de cabeça e após um excelente livre de Alex Telles. Em vantagem, mas sem terem feito muito por isso, os Dragões até podiam ter chegado ao segundo quando Diogo Jota, sozinho, atirou à barra. Não fizeram e foram os de Vila do Conde que mais tarde viriam a empatar - frango de Casillas -, colocando justiça no resultado.
Resumindo, até ao intervalo, mais e melhor a equipa de Luís Castro, uma primeira-parte fraquinha do conjunto de Nuno Espírito Santo.

Com Corona, lesionado, a dar o lugar a André André - acredito que a intenção de colocar mais um homem no meio-campo fosse não permitir que o Rio Ave tivesse tanta posse e manobrasse à vontade nesse sector -, a segunda-parte, quando ainda não se tinha percebido qual seria a tendência, Layún - acusou nitidamente a paragem, fez uma exibição para esquecer...- fez penalty, Rio Aves na frente, F.C.Porto obrigado a ter de dar a volta, correr atrás do prejuízo. Sem nunca ser capaz de jogar a um nível alto, muito em esforço e mais com o coração que com a razão, contando com a inspiração de Alex Telles e em mais dois lances de bola parada, através de Marcano, primeiro e depois por Danilo e Danilo, os azuis e brancos viraram o resultado. Feito o mais difícil e novamente por cima no marcador, esperava-se que a equipa de Nuno Espírito Santo fosse capaz de aproveitar os riscos que o adversário ia ter de correr, os espaços que iam surgir, sair para o ataque com critério e assertividade, matar o jogo. Só que não foi assim, o F.C.Porto raramente saiu, nunca foi capaz de ter bola, controlar, o Rio Ave ameaçou, a tranquilidade só surgiu a 2 minutos do fim quando Rui Pedro - agora tem de entrar sempre o jovem jogador, ainda com idade de júnior, nunca há uma oportunidade para Depoitre?- fez o 4-2.

Termino como comecei:
Objectivo cumprido, mas com o resultado a ser muito melhor que a exibição. Nesta altura, já tínhamos obrigação de jogar bem melhor.
O jogo foi à tarde, estiveram no estádio 43.328 espectadores. Por um lado, ficou provado que a um sábado e a meio da tarde, a público adere, por outro, com esta qualidade de jogo a tendência não é para cativar é para afastar público.

Nota final:
Alex Telles, a melhor aquisição da época, foi o melhor em campo e um dos poucos que escapou à mediocridade.

Soares é fixe? Não sei. E Assis? É! Boa sorte e felicidades, Silvestre Varela


Marega brilhou no Marítimo, está a brilhar no Vitória S.C., onde já tem 10 golos no campeonato, mesmo tendo cumprido castigo e esteja agora na CAN, Soares só tem 6, logo, não faz sentido a contratação do avançado dos vimaranenses. Há quem faça, mas eu não faço este tipo de raciocínio, há muitos outros factores a ter em conta, desde a capacidade para aguentar a pressão de jogar num clube de exigência máxima como é o F.C.Porto; até ao contexto em que se veste a camisola azul e branca; passando pela capacidade do treinador ter ou não capacidade para tirar de cada jogador aquilo que ele pode dar; sem esquecer a forma como uma massa adepta causticada por más decisões e três anos de seca, o que a torna menos tolerante, quer tudo para ontem, não tem paciência, à primeira má impressão, casca logo.
Dito isto, aquilo que vi de Soares não foi muito, o que vi não me chamou a atenção, muito menos me impressionou, por isso se me perguntam: Soares é fixe? A resposta só pode ser: não sei. Uma resposta cautelosa, porque já vi jogadores por quem não dava nada, serem belíssimas surpresas, já vi o contrário.
Como as coisas no F.C.Porto não estão para brincadeiras e, definitivamente, temos de deixar de comprar por comprar, apertando os critérios e gerindo o pouco dinheiro que temos com muita cautela; junto com o facto do actual responsável pelo futebol do F.C.Porto, ser alguém com conhecimentos e provas dadas na área do Scouting - o seu trabalho no Shakhtar é reconhecido, mais até que quando era o responsável pela mesma pasta no Dragão; faz-me acreditar que Soares tem algo de diferente em relação aos jogadores que temos, pode ser uma mais valia para o ataque portista. Pelo menos merece o benefício da duvida.

Já sobre o jogador do Chaves, Rafael Assis, também dado como certo no F.C.Porto, embora só na próxima época - tenho pena que não venha já -, se por um lado também não vi muito, aquilo que vi deixou-me muito bem impressionado. Grande pulmão, forte na recuperação da bola, com bola, critério e qualidade no passe, capacidade de rapidamente transformar um lance defensivo numa transição ofensiva perigosa.
Teoricamente, Assis é um jogador à Porto, se o futebol não fosse fértil em surpresas... diria que vai pegar de estaca. Mas pelas razões que apontei anteriormente, nada é garantido.

Silvestre Varela deixa definitivamente o F.C.Porto e vai jogar nos turcos do Kayserispor.
Silvestre Varela, também conhecido por Drogba da Caparica, foi ao serviço dos Dragões um profissional sério, respeitador, um jogador importante com Jesualdo Ferreira, esteve em grande na notável época 2010/2011, em que o F.C.Porto de André Villas-Boas ganhou tudo que era importante, incluindo a Liga Europa. Ultimamente era um mal-amado, mas como sou um portista com memória e aqueles que nos servem com profissionalismo, merecem todo o meu respeito, desejo a Silvestre Varela toda a sorte do mundo e muitas felicidades nesta nova etapa da sua longa e muito meritória carreira.

Postal para Vítor Pereira, o último treinador a ganhar um campeonato no F.C.Porto e que foi bi-campeão nos Dragões.
- Caro Vítor, com a legitimidade de quem te defendeu sempre com unhas e dentes e isso valeu-me até algumas chatices e incompreensões junto de amigos tão portistas quanto eu, deixa-me dizer-te o seguinte:
Que digas que amanhã, se for o caso, treinarás Sporting ou Benfica com a mesma paixão com que treinaste o F.C.Porto, só te fica bem, profissional a sério só pode ter essa postura.
Que digas que o F.C.Porto foi arrogante e autista na forma como encarou os teus dois títulos, pensando que tudo eram facilidades e não vendo os sinais que já eram notórios, também nada contra, é um sentimento que partilho, já aqui o expressei por várias vezes.
Mas Vítor, como alguém que gosta de ti, se me permites, dois conselhos:
Primeiro, não vás no canto de algumas sereias, de alguns vendilhões do templo, que só te querem ouvir a bicar o F.C.Porto - ultimamente virou moda, quem quiser mandar umas bocas contra o F.C.Porto tem todas as portas abertas nalguma escumalha da comunicação social.
Segundo, meu caro Vítor, humildade, por favor. Vamos ver quando o F.C.Porto volta a ganhar? O que tinhas tu ganho antes de treinar o F.C.Porto? Nada, andavas pela segunda Liga. O que ganhaste depois de deixar o F.C.Porto? Nada. Mais, estás a treinar na segunda divisão alemã.
Portanto, meu caro, se tens alguma mágoa, ultrapassa-a rapidamente, foi graças ao F.C.Porto que te tornaste um treinador com visibilidade e se o teu trabalho merece ser reconhecido, não consta que alguma vez te tivesse faltado apoio, mesmo quando isso custou ao F.C.Porto alguns milhões de euros, pela forma apressada como teve de se desfazer de alguns activos com quem estavas em claro litígio.

PS - Faleceu Carlos Alberto Silva, treinador bi-campeão no F.C.Porto, épocas 1991/92 e 1992/93.
Paz à sua alma. À família enlutada e ao F.C.Porto, os meus pêsames.

Ser Porto é vestir a camisola, colocar o cachecol ao pescoço e de bandeira na mão, ir à luta...


O F.C.Porto joga depois de amanhã no Dragão frente ao Rio Ave e o jogo começa às 16, facto que aplaudo com entusiasmo - já tinha saudades de um jogo para o campeonato, a meio da tarde. 
Ainda numa situação em que não depende apenas de si para chegar à liderança, só resta ao conjunto orientado por Nuno Espírito Santo(NES) ir ganhando os jogos. Mas se ganhar é o mais importante, se houver oportunidade de à vitória, juntar uma boa exibição, ela não deve ser desperdiçada.
Vai começar a segunda volta e na segunda volta, onde tudo se vai decidir, se por um lado espera-se que o F.C.Porto mantenha a mesma regularidade em casa - só vitórias, com excepção do jogo frente ao Benfica. Mesmo com um grande sabor a injustiça, um empate com outro dos candidatos ao título, nunca é um péssimo resultado... -, por outro, é fundamental melhorar muito nos jogos fora de casa. Se queremos lutar pelo titulo, não pode ser de outra maneira... até porque há mais um jogo, 9 contra 8 e alguns dos adversários são bem mais exigentes - Estoril, Vitória S.C., Boavista, Arouca, Benfica, Braga, Chaves, Marítimo e Moreirense.

NES na conferência de imprensa de antevisão, voltou a colocar enfoque na falta de eficácia como razão para alguns resultados que não foram os melhores. É verdade e não devemos deixar de olhar para as nossas culpas. Mas esqueceu outra razão: algumas más decisões dos árbitros. Não percebo tanto calculismo, tanta parcimónia por parte do treinador dos Dragões, quando e muito bem, o clube que representa e em vários programas no Porto Canal - com particular destaque no Universo Porto da Bancada -, tem mostrado claramente que tem bastas razões de queixa. E percebo menos quando esse treinador nos foi apresentado como alguém que é um bom exemplo do que é Ser Porto. Ora, Ser Porto é vestir a camisola, colocar o cachecol ao pescoço e de bandeira na mão, ir à luta sem estar preocupado com o que possam pensar os vendilhões do templo como Carlos Daniel, o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, ou outros artistas da mesma estirpe. Não me lembro de nos últimos anos um treinador do F.C.Porto ter tão boa imagem junto destes artistas da comunicação social que não suporta o F.C.Porto, como o actual. E isso nunca foi um bom sinal...

Notas finais.
Já vários amigos me pediram para dizer qualquer coisa sobre o Sporting, Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Não vou fazê-lo. Não gosto de bater quando eles estão na mó de baixo, também porque não estamos numa situação que nos permita ser arrogantes. Temos andado num carrossel de altos e baixos desde o início da época e que nos deve levar a ter algum recato.

- Sonso, não vais pedir aos analistas para dizerem alguma coisa por ti, sobre a arbitragem de ontem no Benfica versus Leixões?

- Pois, pois, Jiménez recusou oito milhões limpos por ano e os 50 milhões para o Benfica lá voaram. Que chatice!
Parafraseando a Voz dos Ridículos, a dupla Nuno Traumatismo Ucraniano Paralvas e  Baninho fala e o mundo acredita... e ri!

O insuspeito ex-árbitro, Duarte Gomes, explicou no panfleto da queimada, com uma análise bem fundamentada - ver na foto da esquerda -, que o terceiro golo do Boavista no empate conseguido sábado na Luz, foi legal. Mas o que  vemos no panfleto? Pois, o freteiro Delgado e o Santos Neves, por exemplo, a marimbarem-se para o que diz DG e considerarem ilegal o golo dos axadrezados.
Um espanto!

Postais para...


Nota de abertura:
Ainda sobre o post anterior e para tranquilidade de algumas cabecinhas pensadoras:
É óbvio que no jogo com o Moreirense o objectivo primordial foi conseguido.
É óbvio que entre um mau resultado com boa exibição e um bom resultado com má exibição, todos preferimos a segunda hipótese.
Dito isto, devemos combater a cultura dos serviços mínimos, incutir a dos serviços máximos, o respeito pelo público que vai ao estádio. Sim, por várias razões, mas principalmente porque quem nunca falta aos jogos, merece isso. Porque, não é só por isso, mas é uma boa razão, poderemos cativar mais gente e ter melhores assistências no Dragão. Diz alguém que com bons ou maus espectáculos... nunca falta.

Adiante.
Como não vou comentar a notícia do possível ingresso de Soares no F.C.Porto - acho curioso que até já se atirem números, jogadores para troca...- e não há muito mais para dizer neste momento, estamos fora da Taça de Portugal e da Liga, só deixamos de jogar aos fins-de-semana quase no final de Fevereiro, resolvi enviar quatro postais.

O primeiro é para Rodolfo Reis, o ex-capitão do F.C.Porto e actual comentador:
- Rodolfo, não vejo o programa Play-Off onde participas, porque recuso-me a ver programas onde esteja aquela ratazana do Rui Santos. Mas como tenho um amigo que anda revoltadíssimo com o teu comportamento e todas as semanas me enche o saco, resolvi dar uma espreitadela ao último e meu caro Rodolfo, que desilusão. Que aches os três golos do Boavista na Luz, irregulares, no mínimo é de muito mau gosto. Mas que assistas e só digas alguma coisa depois de João Alves ter defendido Danilo Pereira, um jogador do teu clube e alguém que no campo personifica aquilo que é Ser Porto, é alguém que pelo comportamento em campo me faz lembrar o Rodolfo, de um ataque baixo da ratazana Santos, desculpa lá, nem parece teu. Devias ser tu o primeiro a saltar-lhe em cima, colocá-lo no seu lugar, censurar veementemente a perseguição que ele anda a fazer ao jogador do teu clube. Mostrar distanciamento e independência não é isso. Não, isso é antítese daquilo que sempre foste ao serviço do único clube que representaste, é ver alguém a tentar prejudicar o F.C.Porto e assobiar para o lado.

O segundo postal é para Miguel Sousa Tavares:
- Miguel, eh pá, desculpa lá, estavas a ir tão bem e de repente, outra vez essa história do F.C.Porto não ter patrocínio nas camisolas? Então não vês lá e nota-se bem, o logotipo da MEO? Aquilo é o quê? Francamente...
Mas mais, o Jorge Mendes é extraordinário, fantástico, tem feito grande negócios com Vieira - não há nenhum que te pareça suspeito? Logo tu tão sensível aos negócios do F.C.Porto?
No caso de Jiménez que custou 22 milhões, Jorge Mendes não estará a fazer ao presidente do Benfica o que fez ao do F.C.Porto, em relação a Adrián López? Prometeu que resolvia, Vieira até disse que o mexicano ia dar muito dinheiro e agora com a torneira chinesa fechada... aguenta, Luís? Claro que sabemos pela imprensa sempre muito assertiva, que há os 45 milhões pelo Lindelof, mais 80 por Nélson Semedo e Gonçalo Guedes, como solução, mas não achas um exagero tantos elogios a Jorge Mendes e a Vieira?

O terceiro postal é para Angelino Ferreira:
- Dr. Angelino Ferreira, o senhor tem todo o direito de não ir às Assembleias Gerais do F.C.Porto, mas depois dar entrevistas às rádios e aos jornais a falar dos problemas do F.C.Porto e das soluções que acha deviam ser tomadas para os resolver. Não é por isso que o vou desrespeitar, mas tenho pena que não tenha aparecido no local próprio para dizer aos sócios do F.C.Porto o que disse nas entrevistas. Por exemplo, gostaria da saber, por si, mas no local próprio, o que é o downsizing, um dos caminhos que o senhor acha indicados para sair da crise.

O último e aqui, o último é mesmo o último, é para Fernando Guerra, o reco-reco anormal:
- Mas o que é isso, ó reco-reco, será que vais ser o futuro homem do cabeçalho? Que ideia foi essa de cascar no Serpa e no Neves? Então os homens não podem cantar hosanas às virtudes do tira oito/mete oito do Rui Vitória, também conhecido pelo sonso? Então os elogios deslumbram, fazem perder humildade, levam a invenções e a facilidades e depois... pumba, empate com o Boavista? Mas o que é isto? É assim mesmo Fernando, zela pelos interesses do clube do regime, só te fica bem. E àqueles que te questionem sobre isenção, ética, deontologia, equidistância, faz uma coisa, manda-os dar uma grande volta ao bilhar grande. Já que tens a fama de ser um freteiero, recadeiro e lambe traseiros, ao menos que tenhas o proveito.

O sonso; e ainda o F.C.Porto - Moreirense de ontem


É fácil a um treinador do Benfica ser cínico, hipócrita, fazer o papel de sonso, ter uma atitude desprendida e dizer: temos razões de queixa, mas deixo isso para os analistas e comentadores.
Dando de barato que na época passada, o sonso, quando se sentiu prejudicado, gritou: não gosto de ser comido de cebolada! - ainda se fosse de escabeche ou de cabidela...-, o sonso sabe que não pode nem precisa de falar muito. Não pode, em primeiro lugar, porque é treinador de um clube que nos últimos tem tido colinho directo e colinho indirecto, isto é, benefícios nos seus jogos, ao mesmo tempo que os outros têm sido vítimas de arbitragens de bradar aos céus. Três exemplos:
1 - Se uma falta que não é marcada a meio-campo, mais à frente vem a dar origem a um livre e golo, é motivo de polémica, então nós portistas ainda nos devíamos sentir mais penalizados, fazer mais barulho.
2 - Se no lance do jogador do Boavista que marcou o segundo golo, é falta, então o golo do empate que o Benfica conseguiu no Dragão, no último minuto do último jogo frente ao F.C.Porto, também é falta. E aí o empate é falso.
3 - Se no lance sobre Cervi, foi penalty, porque João Mostovoi Pinheiro não marcou um penalty muito mais evidente a favor do F.C.Porto no jogo em Setúbal? Não faltam exemplos de critérios desiguais, não vale a pena dizer mais nada, apenas acrescentar que as razões de queixa do Benfica são pontuais, as do F.C.Porto, principalmente esta época e no primeiro ano de Julen Lopetegui, estruturais.
Portanto, seguindo as teorias made in Luz, bastam apenas três simples exemplos para se provar que neste momento, Porto e Benfica deviam estar empatados na classificação e não, como acontece, a diferença a favor do clube do regime ser de quatro pontos.

Em segundo lugar, o sonso não precisa de falar, porque tem quem fale e faça o trabalho sujo por ele. Desde logo, a máquina de propaganda de freteiros e recadeiros ao serviço do Benfica. Depois, os peões de brega que servem os interesses do clube do regime. Assim, o sonso Vitória pode ter toda a cultura vitoriana deste mundo, ser a antítese da cultura carpideira e fatalista de quem se sente prejudicado pelos malandros dos árbitros e da cultura dos maníacos da perseguição de quem se acha alvo de todas as maquiavélicas manipulações da arbitragem, à vontade, como disse Vítor Serpa no editorial de ontem no panfleto da queimada. Esse editorial, é surreal, mas explica-se facilmente: o homem não lê a Bola, passaram-lhe ao lado as campanhas, algumas vergonhosas e inqualificáveis, contra árbitros e arbitragem que o Benfica levou a efeito, sempre com a cumplicidade e apoio directo da Bola e de alguns dos seus jornalistas. Mas por falar em Vítor Serpa, corre a notícia que vai deixar a direcção do panfleto da queimada. Só pode ser piada. Embora o nome dele conste no cabeçalho do jornal, desde que o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, entrou no panfleto, é ele o director na prática, Serpa é apenas uma figura decorativa, uma rainha de Inglaterra. Aliás, esta reacção sobre quem se queixa e quem não se queixa das arbitragens, é um bom e sintomático exemplo que Serpa está completamente fora do contexto do que tem sido a política do jornal de há muitos anos a esta parte. Aliás, o facto do freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, arrasar Luís Ferreira no pasquim de hoje, diz tudo sobre quem é quem no panfleto da queimada.

Ainda a propósito do F.C.Porto 3 - Moreirense 0, de ontem.
Sempre fui um adepto exigente, primeiro, porque também exijo muito de mim enquanto portista - não me estou a queixar, mas é verdade. Segundo, porque foi essa cultura que me foi transmitida por muitos portistas, nos últimos 30 anos por Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do F.C.Porto. Gosto de ver bons espectáculos, quando não gosto, digo que não gosto, sempre foi assim quando os maus espectáculos eram a excepção à regra, porque haveria de ser diferente agora, quando são quase a regra?
É óbvio que o F.C.Porto cumpriu o principal objectivo que era aproximar-se do Benfica, distanciar-se do Sporting. Como também é óbvio que ninguém troca uma vitória mesmo com uma má exibição, por uma exibição boa com um mau resultado, mas ontem perdeu-se uma boa oportunidade de juntar o útil ao agradável.
No jogo frente ao conjunto de Moreira de Cónegos, depois do três a zero, quando ainda faltava meia-hora para terminar o jogo, a equipa do F.C.Porto em vez de aproveitar o que restava até ao fim para continuar no mesmo ritmo, procurar marcar mais golos, brindar os portistas que foram ao estádio com uma exibição que ficasse na retina e uma goleada que aumentasse a confiança e a tranquilidade para o futuro, desligou, passou a jogar a passo, em ritmo de treino, apenas para cumprir calendário.

Não chega dizer que o Dragão é a nossa fortaleza, é preciso dar tudo para alimentar a fortaleza com bons jogos e se possível acompanhados de muitos golos. O que nos tornou grandes não foi uma cultura de facilitismo, foi uma cultura de exigência e não devemos permitir que agora, ao contrário do que acontecia no passado, se instale no F.C.Porto a ideia que os serviços mínimos chegam. Não, devemos procurar sempre cumprir os serviços máximos, estamos a ganhar por três, temos de procurar com tudo o quarto, se o quarto chegar vamos ao quinto e por aí fora. É preciso incutir esse espírito nos jogadores, desde os escalões de formação até à equipa principal. E se agora, por força das circunstâncias, temos muitos jogadores vindos de fora e que não conhecem o que a casa gasta, temos de desde o primeiro dia incutir-lhes que Ser Porto também é prego afundo durante os 90 minutos, só em situações pontuais e perfeitamente definidas pelo calendário, é permitido abrandar e relaxar, mesmo quando o resultado está feito. Com isso, para além de tudo que já foi dito, também se cativa e se chama público ao Dragão.

Em 1984/1985, época do primeiro título de Jorge Nuno Pinto da Costa enquanto presidente do F.C.Porto, há um jogo que me marcou pelo contraste com o que se vê agora.
Disputou-se na Póvoa de Varzim, por interdição do Estádio das Antas, um F.C.Porto - F.C.Vizela. O jogo terminou em 9-1, mas o que mais me impressionou não foi a superioridade de uma das melhores equipas e que jogava melhor futebol, da história do F.C.Porto, equipa que esteve na génese da que duas épocas depois se viria a sagrar Campeã da Europa, sobre o simpático Vizela recém chegado à primeira-divisão. Não, o que me impressionou foi ver algo que nunca tinha visto antes. Foi ver que a cada golo que marcavam os jogadores do F.C.Porto iam buscar a bola ao funda da baliza, traziam-na para o meio-campo para que o jogo recomeçasse o mais rapidamente possível.  Isso criou uma dinâmica, um entusiasmo e um empolgamento tal, que passados apenas oito dias, o F.C.Porto - Portimonense que era para se disputar no mesmo estádio, teve de ser adiado por excesso de público.
Como adepto realista, tenho a noção e a consciência que não posso esperar e exigir o mesmo a esta equipa. Mas acho que nem tanto ao Mar nem tanto à Terra.

F.C.Porto 3 - Moreirense 0. Objectivo cumprido, mas a exibição podia ter sido ser bem melhor


Depois dos empates de Benfica e Sporting, e de alguns resultados comprometedores, o F.C.Porto não podia falhar, tinha de vencer o Moreirense, voltar a aproximar-se da liderança do campeonato. Venceu sem discussão, cumpriu o principal objectivo, mas desperdiçou uma boa oportunidade para conseguir uma goleada das antigas, de brindar os seus adeptos com uma exibição acima da média.

Na primeira-parte, sem ser brilhante, tendo até alguns períodos onde a precipitação e a desorganização foi a tónica - equipa nervosa, atabalhoada e lenta a pensar e a executar, tudo feito em esforço, muito por culpa de um meio-campo pouco esclarecido -, mas com um rácio de oportunidades versus eficácia superior aos últimos jogos - por exemplo, menos oportunidades que em Paços de Ferreira, hoje dois golos, contra zero na Mata Real -, o F.C.Porto chegou aos intervalo com uma vantagem - Óliver aos 30 e André Silva aos 42 minutos - que lhe dava confiança para encarar os segundos 45 minutos com tranquilidade, porque à vantagem se juntava um Moreirense a jogar com menos um por expulsão de Francisco Geraldes.

Com o vencedor praticamente encontrado, a expectativa para a segunda-parte era saber se o F.C.Porto com mais espaço, mais à vontade, iria aproveitar, arrancar para uma exibição de qualidade, procurar um resultado amplo. É verdade que nos primeiros 15 minutos o F.C.Porto acentuou o domínio, a superioridade, melhorou a qualidade de jogo, criou e desperdiçou durante esse período várias oportunidades. Deve dizer por isso que na segunda-parte o rácio piorou notoriamente. Muitas mais ocasiões, apenas um golo. Pior, se até ao terceiro golo viram-se coisas bonitas, depois do golo de Marcano que colocou o resultado em três a zero, a equipa baixou de intensidade, toquesinhos e mais toquesinhos, num ritmo de peladinha que não se compreende, não aproveitou o tempo restante para marcar mais golos, brindar o público do Dragão com uma exibição de qualidade que os fiéis adeptos portistas bem merecem. A última meia-hora, se não fosse a entrada de Kelvin - espero que tenha sido apenas por ser o primeiro jogo, querer mostrar serviço, mas este Kelvin está exactamente no mesmo ponto em que saiu do Dragão. Curtinho, muito curtinho...- recebido com grande entusiasmo, tinha sido uma grande pasmaceira.

Sem jogo a meio da semana que hoje terminou, ou a meio da semana que vem, não há nada que justifique tal abrandamento, tanta descontração. O resultado estava feito, desliga-se, o público que se lixe. É preciso acabar com esta cultura que existe no futebol português. Cultura que no F.C.Porto era apenas circunstancial e que de alguns anos a esta parte tornou-se regular.

Resumindo e tudo somado: objectivo cumprido, vitória indiscutível, aproximação ao líder conseguida, Sporting mais longe, mas podia ter sido bem melhor.

F.C.Porto - Moreirense. O verbo é ganhar...


Quando o F.C.Porto ganhou por 1-0 ao S.C.Braga e da forma como aconteceu - golo da vitória conseguido por Rui Pedro, um jovem ainda com idade de júnior, ao minuto 90+5 e após uma segunda-parte notável na atitude, crença, raça e qualidade de jogo -, o universo que torce pelo F.C.Porto acreditou que esse tinha sido o click, o tal momento. Acreditou que se havia um Porto de altos e baixos até ao jogo com os bracarenses, a partir daí tudo iria ser diferente. Este sentimento consolidou-se nas semanas seguintes com as vitórias frente ao Feirense, na Feira, frente ao Marítimo e frente ao Chaves no Dragão, sendo que frente aos transmontanos foi preciso novamente um fortíssimo apelo ao carácter, à alma e ao verdadeiro espírito de Dragão, para virar um resultado adverso e lutar contra uma arbitragem vergonhosa. Quando chegou a pausa de Natal havia optimismo, a sensação que, sim, nós podemos. Lamentavelmente não foi isso que aconteceu. No regresso à competição após as férias, o F.C.Porto não ganhou um único jogo, mesmo jogando frente a equipas manifestamente inferiores, o Feirense que tinha goleado semanas antes, Moreirense e Paços de Ferreira. Quando esperávamos que a diferença para o líder diminuísse, ou pelo menos não aumentasse, o F.C.Porto falhou, a desvantagem aumentou, pior, voltou a instabilidade, a intranquilidade, neste momento há mais pressão e menos confiança. Mas o futebol é fértil em surpresas e como a quinta maravilha, aquela equipa que troca oito jogadores, ainda é mais forte e tudo rola sobre esferas, empatou com o Boavista a três, depois de estar a perder 3-0, o F.C.Porto volta a ter uma grande oportunidade soberana de se aproximar da liderança. Portanto, amanhã, não é para competir, como disse Nuno Espírito Santo em mais uma antevisão sem sal, que não empolga, nem galvaniza ninguém. Não, amanhã é para ganhar!

Ainda bem que o ridículo não mata, porque se matasse... quem se lembrou desta pirosice a esta hora já era defunto.

Pinto da Costa já é...


Jorge Nuno Pinto da Costa ultrapassou Santiago Barnabéu e é a partir de hoje o presidente com mais dias à frente de um clube, 12.684 - aqui, com agradecimentos ao portistaforever
É muito tempo, um marco histórico, desde o acto de posse em Abril de 1982 até aos dias de hoje, o F.C.Porto, sempre sob a liderança de Pinto da Costa, construiu uma obra extraordinária - o Estádio do Dragão é a jóia da coroa -, conseguiu sucessos desportivos que vão para além do sonho - pelo menos para mim, mesmo sendo um sonhador, nunca pensei que o meu clube atingisse um patamar tão elevado, conseguisse vencer troféus internacionais, não um, mas sete. Mas neste dia e numa época em que os Dragões atravessam uma grave crise desportiva e financeira, a pergunta que se coloca é a seguinte:
Será Pinto da Costa capaz de um último fôlego que volte a colocar o F.C.Porto no caminho do sucesso que trilhou até há três anos e meio a esta parte? Terá Pinto da Costa a força, capacidade e determinação suficiente para que o F.C.Porto saia do fundo e volte e emergir como o melhor clube português? Se me fizessem essa pergunta a alguns anos atrás a minha resposta seria um claro... sim! Agora, permitam-me que tenha dúvidas que só o futuro ajudará a dissipar. Mas como ninguém se chegou nem se chega e como quero o melhor para o F.C.Porto, o meu desejo é que o líder faça o que é preciso fazer, de maneira que o F.C.Porto entre no caminho correcto, regresse rapidamente à senda dos êxitos, volte a ser um clube respeitado e temido. E porque não estamos a falar de amadorismo, mas de profissionalismo ao mais alto nível, só porque há respeito, memória e gratidão, pela notável obra realizada, é que, apesar do que tem acontecido nos últimos anos, Jorge Nuno Pinto da Costa ainda seja um presidente com altas taxas de popularidade.
Termino com uma sugestão: que tal o senhor presidente aproveitar este momento histórico para falar à nação azul e branca?

No futebol português nenhum dos três grandes clubes tem boas contas, portanto, a notícia da UEFA sobre as contas do clube do regime não me merece grandes considerações. Outra coisa, isso já me merece toda a atenção, é a forma como, por exemplo, a estrumeira da queimada tratou as contas do F.C.Porto e como trata agora esta notícia sobre as contas do clube do regime, com origem no organismo que tutela o futebol europeu. As más contas do F.C.Porto mereceram destaque, como mostra a foto da esquerda, as do Benfica são remetidas para a última página e são tratadas en passant. Não é uma novidade, mas convém ir lembrando e deixando registado para memória futura.

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