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Freitas do Amaral no Porto Canal? És grande, Júlio!


"Porto Canal, somos uma televisão diferente", diz o spot publicitário no final do anúncio da entrevista que Júlio Magalhães vai fazer a Freitas do Amaral.
Sem dúvida, digo eu, recuando a 2008 e ao parecer que Freitas deu, um parecer como a pescada, antes de ser já era, e que podia ter tido consequências gravíssimas para o F.C.Porto. Um parecer à la carte e a pedido da FPF, custou 30 mil euros e ainda deu para o lançamento de um livro, um parecer que mais tarde o Ministério Público(MP) destruiu - ver mais abaixo - quando contrariou a teoria de Freitas do Amaral que foi no sentido de ser válida a decisão do Conselho de Justiça, mesmo com a saída do presidente da sala. Aliás, já antes o actual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na altura em comentário na RTP, tinha dito o mesmo.
Este Juquinha, politicamente correcto, sempre preocupado com a sua imagem de bom moço que quer estar de bem com estes centralistas e elitistas, já não me espanta. Esta entrevista a Freitas do Amaral é apenas mais uma...
Podem argumentar que somos um canal generalista, nacional, temos o dever de informar o que tem interesse público e o livro de Freitas enquadra-se nesse interesse, mas não me convencem. Há muita matéria e muita gente sem os anti-corpos que o cavalheiro em questão tem em relação ao F.C.Porto. E nem sequer tenho em conta o miserável artigo do filho de Freitas, Domingos Amaral, sobre o F.C.Porto, o Porto e os portuenses, que podem ver clicando em antes de ser já era.
Quem serve o F.C.Porto tem de ter memória, não pode esquecer e passar por cima de acontecimentos gravíssimos e que podiam ter tido efeitos catastróficos para o F.C.Porto e para o portismo.

«MP arquiva queixa contra Gonçalves Pereira, EX-LÍDER DO CONSELHO DE JUSTIÇA VISADO PELA FPF.
O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.
No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»

D.das Aves - F.C.Porto. Nem preciso de falar da importância em conquistar os 3 pontos...

Em vésperas do clássico frente ao Benfica, cuja importância falaremos na altura própria, conseguir sair da Vila das Aves com uma vitória é fundamental para deixar, pelo menos, tudo como está, uma vantagem de 4 e 5 pontos para os dois rivais na luta pelo título. Não vai ser um jogo fácil, as equipas de Lito Vidigal(*)correm e lutam muito, normalmente são bem organizadas, defendem bem e saem com propósito para o contra-ataque. Tenho a certeza que técnicos e jogadores do F.C.Porto estão bem cientes de tudo isto, teremos nas Aves um Porto igual a si próprio, isto é, uma equipa com a atitude e o espírito correcto, determinada a vencer e procurando a vitória desde o início do jogo.

A minha equipa:
José Sá, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Sérgio Oliveira e Herrera, Corona, Aboubakar e Brahimi.

(*) - Acho natural e muito saudável que Lito Vidigal, treinador do D.das Aves, tenha a ambição de ser a primeira equipa a vencer o líder F.C.Porto. Ver o treinador de uma equipa que enfrenta o favorito com este espírito, é óptimo, tenho a certeza que vai valorizar o espectáculo, os Dragões não estão habituados a que lhes estendam as passadeiras, sabem que têm de fazer pela vida se querem ter sucesso. Mas para que eu não comece já para aqui a conjecturar e especular, gostaria de perguntar ao técnico do Aves o seguinte:
Sendo unânime que o F.C.Porto neste momento está mais forte que o Benfica, porque disse Lito Vidigal que só tinha 2% de hipóteses no jogo frente ao clube do regime e agora acha que tem muito mais e até fala em ganhar?

Nota final:
Uma brigada da Autoridade Antidopagem de Portugal, ADoP, esteve ontem no treino do Vitória F.C. e do F.C.Porto, para controlar jogadores dos sadinos e dos portistas, a três dias de um Benfica vs Vitória F.C. e a oito de um F.C.Porto vs Benfica.
Não vou entrar em teorias da conspiração e como quem não deve não teme... vou acreditar que são apenas coincidências. Mas não deixa de ser curioso e por isso importante recordar, como reagiram os vendilhões da queimada quando na semana de um F.C.Porto vs Benfica, aconteceu o mesmo aos jogadores encarnados.
Há gente que de facto nasceu e vive para fazer fretes e lamber traseiros. Até podíamos nem ligar, mas quando eles se julgam diferentes para melhor e arvoram em moralistas...
A memória junto com a net, é do carago... ai carago, não, carago!

As lágrimas de crocodilo de alguns freteiros e recadeiros, "amigos" dos árbitros


O futebol profissional português está sob ameaça de uma paragem por parte dos homens da arbitragem. Já era para acontecer nesta jornada que se aproxima, não é, mas ficou o aviso de ser a partir da 14ª jornada. Diz o sector, quem o representa e quem o dirige, tudo vai depender do comportamento dos clubes e nos clubes, acho que menos os adeptos, todos contam, desde o presidente até à comunicação, com os canais de televisão pelo meio.
Como sou um observador muito atento, mas não sou um adepto que só coça para dentro, nem resume a culpa de todos os males que afectam o meu clube, aos árbitros - quem frequenta o tasco pode testemunhá-lo facilmente -, estou à vontade para dizer que é verdade, fala-se demasiado de árbitros e arbitragem em Portugal. Mas se para mim isso é claro, também é claro que de há muitos anos a esta parte, os mais violentos ataques à arbitragem tiveram origem na Luz. Vou mais longe, toda esta agitação de agora, tal como aconteceu no passado mais ou menos longínquo, acontece sempre que as coisas não correm ou correram bem ao clube do regime. E onde encontravam maior eco essas queixas benfiquistas? Pois é, penso que ninguém terá dúvidas em afirmar e peremptoriamente: no jornal A Bola aqui carinhosamente tratado por panfleto da queimada. Os exemplos estão aí e são tantos que seriam precisos dezenas de posts para os mostrar todos. Por isso ver alguns freteiros e recadeiros, como se tivessem as mãos limpas, derramar lágrimas e tomarem as dores dos árbitros, só dá vontade de os mandar aquela parte, são apenas lágrimas de crocodilo.
Onde estavam os agora amigos dos árbitros quando um dos melhores árbitros portugueses, internacional e que até tinha apitado a final da Taça de Portugal, Marco Ferreira, foi despromovido para espanto do país que acompanha o futebol? Porque nunca pegaram a sério nas queixas do ex-árbitro madeirense e as aprofundaram quando havia tanta a tanta matéria para investigar?
Onde estavam aqueles que tanto criticaram os jogadores do F.C.Porto por correrem atrás de um árbitro, mas nunca disseram nada sobre a pouca vergonha que a imagem da esquerda documenta?
Onde estavam e porque nunca se revoltaram quando e em programas de televisão, se esmiuçavam ao pormenor e durante horas os erros dos árbitros e em especial quando o F.C.Porto era beneficiado? Não estavam, até gostavam. Como adoravam e disso davam conta em artigos de opinião, de programas sobre as escutas do Apito Dourado, muitas vezes descontextualizadas e numa clara violação grosseira da lei. Mas bastou que o F.C.Porto, farto, reagisse, Aqui d' Rei, para onde caminhas futebol português? Passaram a defender os árbitros com unhas e dentes, tanto que até dá para desconfiar...

Meus amigos, nada como o jogo jogado, como os resultados conseguidos no campo, para provar quem é quem nesta história: F.C.Porto, atacado, caluniado, denegrido, insultado, provocado e constantemente achincalhado, num concerto de apitos que nunca mais parava, quando era claramente a melhor equipa do futebol português, juntava aos títulos internos, grandiosas conquistas externas, como uma Taça UEFA e uma Champions League. Agora que o comportamento do Benfica no futebol europeu, é miserável, indigna de uma equipa do Pote 1, que ninguém se atreva a colocar em causa alguns sucessos conseguidos de uma forma, no mínimo, muito duvidosa. Mas também seria bom que os árbitros assumissem as suas responsabilidades, não reagissem como primas donas, deixassem de ter atitudes de um corporativismo sistemático, mas às vezes selectivo, escolhessem para os seus orgãos de classe, no caso, a APAF, alguém que juntasse à competência, capacidade para unir e gerar consensos e não alguém que quando abre a boca ou entra mosca ou sai asneira

O objectivo de mostrar a capa do panfleto da queimada do dia seguinte ao jogo Zenit 3 - F.C.Porto 1, versus capa de hoje, dia seguinte a ficar consumada a saída do Benfica pela porta dos fundos das competições europeias, nem é tanto comparar o grande destaque de um momento com a lavagem do outro, até porque são momentos incomparáveis - o F.C.Porto perdeu em S.Petersburgo muito por culpa de Fucile que se fez expulsar já no tempo de descontos para o intervalo, depois de já com amarelo, ter colocado de forma patética a mão na bola, ter levado outro e o consequente vermelho. Também porque o F.C.Porto fez oito pontos e continuou nas provas da UEFA através da Liga Europa - mas mostrar o pormenor assinalado na rodinha e que diz: «Pinto da Costa, premonitório, não acompanhou a equipa à Rússia». Só que essa falta do presidente do F.C.Porto, que também foi destacada na altura pelo director, entre aspas, do panfleto, teve motivos fortíssimos - coincidiu com uma melindrosa operação a que o filho foi sujeito -, já a falta de Luís Filipe Vieira em Moscovo, deveu-se a quê, Serpa? Premonição? Não sabemos, nem Serpa, que hoje, por acaso, assina o editorial do jornal, nos diz. Mesmo que um, JNPC não tivesse um historial de se pirar a meio dos jogos, faltar a outros, como faz o presidente do Benfica. Aquela saída  do Dragão, ao intervalo, no F.C.Porto 5 - Benfica 0, com 3-0 ao fim dos primeiros 45 minutos, ficou famosa.
 
Nota final:
Um futebol português melhor passa também e muito, pela isenção, rigor, equilíbrio, ética e deontologia da comunicação social. Uma comunicação social feita por jornalistas e não por comerciantes apenas preocupados em vender papel ou ter audiências. Uma comunicação social que apenas vista a camisola da seriedade e da verdade e não jornalismo com camisola de clube vestida, cachecol ao pescoço e bandeira na mão. Principalmente uma comunicação social sem medo do mito dos seis milhões.
O Benfica faz mal ao futebol português, pena que o chamado grupo dos 15, mas que parece que são 11, não tenha coragem para colocar o dedo na ferida.
Quem inviabilizou a negociação conjunta dos direitos televisivos, por exemplo, e que tanta importância teria para um futebol português mais justo, mais equilibrado, mais competitivo?

Rescaldo de uma ida ao inferno e sair vivo


O futebol é um jogo simples. Se em vez de simplificar, complicamos, temos um problema. Passa muito por esta síntese, a minha análise ao jogo de ontem em Istambul, jogo em que o F.C.Porto conseguiu sair vivo do inferno turco.
Receber bem, perceber se deve ir, forçar, sujeitar-se a perder a posse da bola; ou tocar bem e ir, isto é, complicar em vez de simplificar, faz toda a diferença. Com o Besiktas impulsionado por um público que intimida e condiciona, a pressionar alto, pedia-se à equipa do F.C.Porto, primeiro, capacidade para pensar e executar rápido; depois, jogar a um dois toques, tocar e ir, em vez de forçar. Ora, salvo raras excepções, não foi isso que aconteceu. Houve jogadores que abusaram, passaram o jogo todo de complicador ligado, no caso, Brahimi e Aboubakar. E se Brahimi é um caso especial, porque foi graças a ele que o F.C.Porto queimou linhas e conseguiu aparecer na frente com perigo, já Aboubakar não se compreende. O camaronês agarrou-se demasiado à bola, não soltou, fartou-se de forçar, complicar em vez de jogar simples, aguentar, tocar e ir, que é a função de um avançado quando recebe a bola em zonas longe da área. E se o desgaste de estar muitas vezes sozinho, já era grande, ter de tentar recuperar bolas perdidas, porque complicou, desgastou ainda mais. E neste momento não nos podemos dar a esse luxo.

Outro problema é a qualidade de passe e não estou a falar de passes de risco... Não sendo este Porto, um Porto de posse, mas um Porto rápido a sair, vertical e que coloca muita gente na frente, errar um passe numa zona de transição, quando a equipa está balanceada para o ataque e projecta os laterais, pode ter efeitos nefastos, custar caro. Por exemplo, o amarelo a Sérgio Oliveira, derivou de um mau passe de Felipe que obrigou o médio a fazer falta para cartão, no entendimento do árbitro. Por exemplo, jogadas em que apanhamos o Besiktas desequilibrado, tínhamos espaço, mas a bola não chegou bem ao destinatário, sem esquecer algumas más opções. Temos de passar melhor e muitas vezes não passamos por nítida desconcentração, temos também de definir melhor no último terço.
No mais, atitude, carácter, coração e coragem, esta equipa tem de sobra e isso tem feito a diferença.
Esta análise e estas críticas, são pela positiva, nada tem a ver com aquilo que considero um excelente resultado no jogo de ontem. Empatar e conseguir sair daquele ambiente, vivo, frente a uma equipa do Besiktas excelente, colectiva e individualmente - para mim, melhor do que a do F.C.Porto - e a depender de uma vitória no último jogo em casa, é um feito que merece ser realçado e elogiado.
Como digo sempre, devemos saber adaptar o grau de exigência e eu não posso exigir mais ao F.C.Porto, na Champions. Como será um grande feito, atendendo à qualidade das equipas do Grupo G, o apuramento para os oitavos-de-final e que está longe de estar garantido.

José Sá, a grande surpresa da época, já marca muitos e bons pontos.
Na altura que substituiu Iker Casillas, por José Sá, a opção de Sérgio Conceição foi uma grande surpresa, posso até dizer, injusta e que caiu mal junto de uma grande franja do portismo. Casillas vinha a cumprir, nada indicava a alteração num posto tão melindroso e de tanta responsabilidade. Mas manda quem pode, obedece quem deve, mesmo que não concorde, como foi na altura o meu caso. Mas agora que José Sá, ninguém levará a mal se disser que é o titular da baliza do F.C.Porto, pese todo o respeito pessoal e profissional que tenho por Iker Casillas, acho que a opção está a revelar-se correcta.
Alto, 1,92 metros, ágil, rápido a ler o jogo e a sair da baliza, bom no jogo aéreo e sem comprometer a jogar com os pés, José Sá, jovem com apenas 24 anos, portanto alguém que vai crescer e ganhar experiência, ultrapassar a responsabilidade e o peso de defender uma baliza como a do F.C.Porto, pode marcar uma era, vir a ser uma referência na baliza dos Dragões. Claro que vai dar uns frangos - até os melhores os dão -, ter dias felizes e menos felizes, mas se tiver sorte, sempre importante no futebol - há lesões que acabam com carreiras muito promissoras -, temos homem.
Aliás e sem menosprezo para ninguém, com José Sá e Diogo Costa, F.C.Porto tem o futuro da baliza assegurado por muito tempo...

Sem dúvida, senhor presidente, Sérgio Conceição merece todos os elogios. Não sabemos como tudo vai terminar, mas até ao momento está claramente acima das expectativas, devemos todos e o senhor em primeiro lugar, valorizar o trabalho que tem sido feito, porque, repito aquilo que disse há tempos, Nunca um treinador fez tanto com tão pouco. Mas para quê continuar a "bater" em Julen Lopetegui? O actual seleccionador espanhol chegou à cadeira de sonho à força, de metralhadora em punho e apontando à sua e dos seus colaboradores, cabeça? Foi também à custa das armas que lhe deram um poder como nunca ninguém teve no seu longo consulado como líder do F.C.Porto? Não, não foi. E se é verdade que o técnico basco cometeu erros, também é verdade que foi vítima de um polvo instalado, de não ter qualquer apoio quando a comunicação social e desde o primeiro dia, o começou a cozinhar em lume brando. Era a torre no Olival; o facto de não ter experiência na Champions; só trabalhar com miúdos; a armada espanhola; etc.. Com isso Lopetegui nunca teve descanso, a confiança do portismo, foi assobiado, insultado e denegrido. Tivesse o treinador espanhol, já não digo o mesmo apoio - é natural que haja sempre mais simpatia por uns que por outros -, mas metade do que têm os dois últimos, Nuno Espírito Santo e Sérgio Conceição e talvez a história fosse outra, aquele campeonato de 2014/2015 viesse para o Dragão.

Olhemos para a frente, porque para a frente é que é o caminho e deixemos de andar atrás de bodes expiatórios que não levam a lado nenhum e só servem para confundir e perturbar.

Besiktas J.K. 1 - F.C.Porto 1. Dragão garante Liga Europa, mas depende de si para continuar na Champions


Ambiente frenético, muito quente, autêntico inferno turco, para um jogo muito difícil e importantíssimo para o futuro do F.C.Porto na Champions League. Frente a um Besiktas, forte colectivamente - uma surpresa -, recheado de bons e experientes jogadores - sobre isso não havia grandes dúvidas -, não podia ser um Porto qualquer, era preciso um Porto ao seu melhor nível. Um Porto concentrado, determinado, corajoso, solidário, com atitude e o carácter que tanto e tão justamente tem merecido elogios, mas que juntasse a essas virtudes, organização e uma qualidade de jogo capaz de surpreender uma equipa que precisava apenas de um empate para fazer história, chegar à fase seguinte da prova rainha da UEFA.
Muitos dos atributos pedidos estiveram lá, mas a qualidade de jogo pretendida só apareceu a espaços. De qualquer maneira, os Dragões saíram vivos de Istambul, para além de terem garantido a Liga Europa, apenas dependem de si para continuar na Champions League. Como o RB Leipzig venceu no Mónaco e em casa não deve dar hipóteses aos turcos, o F.C.Porto vai ter mesmo de vencer os franceses, já sem qualquer possibilidade de se manterem nas competições europeias, para continuar na Champions

Para a batalha de Istambul, Sérgio Conceição escalou uma equipa com duas surpresas, entraram Maxi e Sérgio Oliveira, que se juntaram a José Sá, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera(aos 90 minutos Diego Reyes), Ricardo(aos 80 minutos, Corona), Aboubakar e Brahimi, o uruguaio para lateral-direito, o português para o meio-campo. A ideia do treinador dos Dragões era ter uma equipa mais compacta, tendo três médios e um ala capaz de ter mais à vontade e disponibilidade para a dupla-função, atacar e defender, Ricardo, em detrimento de Corona, já que do outro lado o génio e criatividade de Brahimi, não podiam estar ausentes. E foi assim, com estes, que o F.C.Porto foi à procura de ser feliz.

Acusando a pressão dos turcos que empurrados por um público extraordinário no apoio que dá à sua equipa, pressionavam alto e tinham nas alas dois jogadores em excelente nível, Quaresma e Babel, o F.C.Porto sentiu dificuldades em ter bola, sair mais e com mais critério, definir melhor, aproveitar os espaços que o Besiktas dava. Quando era preciso tocar e ir buscar, simplificar, houve jogadores que complicavam, o jogo não fluía, a bola circulava pouco, estava vezes demais nos pés da equipa do Besiktas. Sem exercer uma grande superioridade, nem uma qualidade de jogo brilhante, o conjunto de Senol Gunes estava melhor, aparecia no último terço com mais perigo. Estava o jogo assim, quando Felipe, aos 28 minutos e numa jogada ensaiada, fez o primeiro golo e colocou os Dragões em vantagem, vantagem que a equipa de Sérgio Conceição não tinha feito muito para justificar. O golo não abalou a equipa da casa, aos 32 Quaresma obrigou José Sá a uma grande defesa, aos 41, numa grande jogada de Tosun, que Talisca concretizou facilmente - Felipe errou o tempo de entrada, ficou completamente batido -, o campeão turco empatou, colocou justiça no marcador ao intervalo.

Na segunda-parte, Sérgio Conceição manteve o mesmo onze, o técnico turco mexeu, Medel substituiu Tosic e o jogo recomeçou como se tinha iniciado a primeira. Mais Besiktas, portistas apostados em complicar, falhando passes fáceis, incapazes de sair da pressão, responder ao domínio intenso das águias negras. Babel atirou à barra, Quaresma obrigou José Sá a uma grande defesa, foram 15 minutos muito sofridos do conjunto português.
Do nada, Ricardo falhou uma oportunidade clara, a partir daí o F.C.Porto começou a reagir, a aparecer, embora melhor e com mais bola, o Besiktas deixou de ser tão intenso e tão perigoso, o jogo ficou mais confortável para os Dragões. Que aguentaram o empate, saindo do inferno de Istambul vivos.

A haver um vencedor, não custa reconhecer, seriam os turcos, uma excelente equipa, com um colectivo forte, muitos e bons jogadores e com um apoio do público que ajuda e de que maneira! É, portanto, um resultado que não sendo o ideal, permite manter os oitavos à vista, numa exibição que teve coração, mas faltou razão, isto é, mais e melhor futebol.

Besiktas J. K. - F.C.Porto. Um jogo só para Dragões de pêlo na venta e chama alta


Em Istambul, frente ao campeão turco que precisa apenas de empate para fazer dois em um, classificar-se para os oitavos-de-final e assegurar o 1° lugar no grupo, o F.C.Porto tem um jogo importantíssimo, um jogo que vai dizer muito sobre o futuro dos Dragões na Champions League e em última análise, até sobre a continuidade nas provas europeias. Se acontecer aquilo que todos desejamos, uma vitória do F.C.Porto, desde logo fica garantida a presença no próximo sorteio, pode ser até que esse sorteio seja o da prova rainha da UEFA, basta para isso que no Principado do Mónaco aconteça a vitória da equipa de Leonardo Jardim ou um empate; se acontecer uma igualdade é muito provável que só uma vitória no último jogo e frente ao campeão francês, garanta a  passagem a fase seguinte; se o resultado for aquele que ninguém que gosta do F.C.Porto, deseja, a derrota, aconteça o que acontecer no Mónaco, fica tudo em aberto para a última jornada, mas podemos já depender de outros, basta para isso que o RB Leipzig vença os franceses. Uma coisa sabemos, independentemente de tudo, só um grande F.C.Porto, um Dragão de chama alta e pêlo na venta, concentrado, determinado, corajoso, organizado e com qualidade de jogo, pode sair vivo do inferno que é sempre o estádio do Besiktas. Fomos felizes no Inonu, duas vitórias, 1-0 e 3-1, veremos agora no novo estádio, baptizado de Besiktas Park ou Vodafone Arena.

Convocados:
Guarda-redes, Iker Casillas e José Sá;
Defesas, Ricardo, Maxi, Diogo Dalot, Diego Reyes, Marcano, Felipe, Alex Telles e Layún;
Médios, Danilo, Herrera, Óliver, André André, Sérgio Oliveira e Bruno Costa;
Avançados, Corona, Hernâni, Aboubakar e Brahimi.

A minha equipa:
José Sá, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera e Óliver, Corona, Aboubakar e Brahimi.


Não vá J.M.Meirim esquecer-se, o panfleto da queimada recorda ao CD o currículo disciplinar de Sérgio Conceição.
Por indicação do árbitro assistente, Rui Licínio, Artur Soares Dias expulsou o treinador do F.C.Porto, Sérgio Conceição. Ainda não são públicas as razões, mas admito que Sérgio naquele período quente do jogo, com a sua equipa a perder, se tenha excedido e portanto... Não sabemos qual vai ser o castigo, apenas multa ou também impedimento de estar no banco, mas não deixa de ser curioso que o destaque de capa no panfleto da queimada seja o currículo disciplinar de Sérgio Conceição - semelhante a abordagem na lixeira desportiva da Cofina. Longe vão os tempos de Jorge Jesus no Benfica... aí os gestos, bocas, faltas de desportivismo claras, saídas da área técnica, etc., etc., faziam parte do menu, o treinador era um espectáculo dentro do espectáculo.

Mas essa escumalha da queimada, prostitutos para todo a serviço, ontem colocaram no site a notícia,  vem aí o "Novo Apito Dourado" - premonitório o post sobre a palha e ainda bem que o stock é ilimitado...-, só que ao contrário de todos os outros órgãos de comunicação social, fizeram acompanhar a notícia com a foto do Estádio do Dragão. Porquê? Porque não há respeito pelo F.C.Porto e pelos seus adeptos, seus rasteiros, sujos, ordinários, feios, porcos e maus, seus ratos de esgoto? Se não há respeito, se mais uma vez nesta guerra Porto vs Benfica, tomam o partido do mesmo, como sempre fizeram no passado; se aquilo que era criticável a Norte, pelos vistos é bem-vindo a Sul; se o ódio é azul e o amor é encarnado; se o F.C.Porto era para desviar atenções, mas o Benfica não é para desviar nada; se o livro da Leonor Pinhão e o filme do Botelho eram aplaudidos e o livro do FJM criticado; então, pelo menos aqui, agora como sempre, serão tratados como merecem: abaixo de cão!

Última hora: 
O "chama imensa", sobre o "Novo Apito Dourado", é um nado morto. Zé Marinho vai dar lugar a Teresa Guilherme, num programa sobre... ora zumba na caneca, ora na caneca zumba, o diabo da caneca, toda a noite catrapumba... pumba, pumba, pumba, pumba!

Com o país em seca extrema, o SLB alimenta o seu mercado distribuindo fardos de palha


Não chove, o país está em seca profunda e o clube do regime entra na onda solidária, aproveita os jogos do F.C.Porto para fazer campanha, distribui fardos de palha pelo seu mercado e pelos seus clientes que são muitos - há quem fale em seis milhões, quem vá mais longe e chegue aos catorze. Como se tem visto pela promoção que algumas quintas - há quem lhes chame chiqueiros - fazem da palha, já não há dúvidas, é uma palha de grande qualidade e elevado valor nutritivo, muito recomendável para períodos que estamos a atravessar... O Governo, através do Secretário de Estado do Desporto, do IPDJ e o Ministério da Agricultura, a FPF, pelo silêncio do seu presidente, Fernando Gomes, o Conselho de Disciplina através do inefável José Manuel Meirim, sem esquecer o Conselho de Arbitragem, a APAF, a Liga e os comentadores, paineleiros, freteiros e recadeiros, agradecem de alma cheia e emoção à flor da pele, este acto de generosidade e solidariedade que tanto tem contribuído para que o tão proclamado ódio se esbata, ninguém pense em manifestações, o clima fique mais sereno e tranquilo.
Apesar do stock de palha ser ilimitado e reconheçamos, nem todos os clientes precisarem, ficamos a torcer, nalguns casos a rezar, para que chova rapidamente - ouvi dizer que está prevista para 1 de Dezembro -, de forma que a alimentação volte à sua forma natural, isto é, ervinha fresca e viçosa.
Entretanto: bendita palha!


Estes jogos pós-pausas, são quase sempre complicados. Quem foi para as selecções desligou-se do clube, quem ficou teve quatro dias de descanso, aproveitou para relaxar, descontrair. Foi, pois, necessário recomeçar, colocar a cabeça no lugar, entrar no ritmo, sem esquecer o pouco tempo para preparar o jogo. Se a isso juntarmos um bom Portimonense, não espanta as dificuldades que o F.C.Porto sentiu no jogo de ontem, seguir para a 5ª eliminatória. Mesmo sem ser brilhante, antes dos algarvios chegarem ao empate, a equipa de Sérgio Conceição podia ter feito o 2-0 que lhe daria outra tranquilidade, a possibilidade de abordar o jogo de outra forma. Com o conjunto de Vítor Oliveira a ter de se expor, arriscar, o F.C.Porto poderia esperar e contra-atacar. Não fez, pior, deu uma enorme caixa defensiva - todos mal na foto -, o algarvios empataram, as coisas começaram a complicar-se. Pioraram com o injusto 1-2 - mesmo sem a equipa dos Dragões estar bem, nada justificava a vantagem do Portimonense. Não sei de onde surgiu a ideia que até à expulsão os algarvios estavam melhor... Depois foi preciso apelar ao carácter, ir às reservas de energia, mas a reviravolta aconteceu, o objectivo foi conseguido com justiça, o Jamor ficou mais próximo.
Como disse no post anterior, a partir do momento que o F.C.Porto evitou um prolongamento indesejável, um jogo com estas características foi o melhor que podia ter acontecido antes do jogo, que pode ser decisivo, em Istambul, frente ao Besiktas.
Aguardemos com a esperança que na terça-feira esta teoria se confirme.

Notas finais:
Estive a ler a análise de Duarte Gomes, o insuspeito Dudu, para saber se o F.C.Porto tinha sido tão beneficiado que desse origem a mais um twitter para os amigos - a propósito, o fornecedor de palha informa que quando do caso Piriquito, o twitter para os amigos estava fora de serviço, mas a culpa não era deles, era da empresa responsável pelo serviço. O JMM atesta e da OK à explicação. Ora, segundo o Dudu, benefícios aos portistas, um amarelo que devia ser vermelho para Alex Telles, 7 minutos de desconto foi demasiado tempo. Sobre o lance do lateral-esquerdo dos azuis e brancos, é verdade, Alex entrou fora de tempo, com alguma negligência, se fosse vermelho não teria nada a dizer. Isto no critério de quem vê o lance de forma séria, já que se fosse a analisar com os mesmos olhos com que são analisados lances semelhantes com protagonistas de outras cores, aí nem era amarelo, culpa do jogador do Portimonense, não tinha nada que estar ali a disputar a bola.

Já sobre o tempo de desconto, só me apetece rir.
Quando num Marítimo 2 - Benfica 1, o árbitro Vasco Santos deu 6 minutos e que viriam a ser 7, mesmo assim iniciou-se uma campanha que teve eco em tudo que era freteiro, recadeiro, paineleiro e cartilheiro,  era preciso castigar as perdas de tempo desnecessárias,  moralizar o jogo, chegou-se ao ponto de propor alterações às leis, apresentaram-se até algumas soluções, uma lembro-me, era menos tempo de jogo, mas parar o cronómetro quando o jogo estava interrompido, qualquer que fosse a razão. Agora é vê-los achar um exagero. Mas como o F.C.Porto marcou aos 90+1 e 90+5, até aí deviam meter a palha no saco e deixá-la no armazém.

PS 1 - Porque devemos dizer a verdade e não entrar em teorias da conspiração que não nos credibilizam, quem deu indicações a Artur Soares Dias para expulsar Sérgio Conceição, foi o arbitro assistente e não o quarto-árbitro, João Pinheiro.

PS 2 - O João Capela, quê?  

F.C.Porto 3 - Portimonense 2. Calma, só perdemos o treinador...


Numa noite fria e com menos público que o habitual, menos até que no jogo da Taça da Liga, apenas 20.687 espectadores, havia a expectativa de saber que Porto após a pausa para as selecções e antes da Champions, num jogo a eliminar e frente a uma boa equipa. Não foi um Porto brilhante, longe disso, mas foi um Porto que se não teve razão, teve coração, venceu com mérito e com justiça, apesar da excelente réplica de um Portimonense bem orientado, bem organizado e que lutou até ao fim.

Com o regressado Casillas na baliza, a defesa tradicional, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver e André André, Hernâni, Aboubakar e Corona, o F.C.Porto entrou a marcar cedo, iam decorridos apenas 4 minutos: canto de Alex Telles, Danilo só teve de encostar para abrir o marcador. Em vantagem desde muito cedo, melhor não podia ter acontecido para o F.C.Porto. Só que a equipa não aproveitou essa tónico para arrancar para uma boa primeira-parte, uma primeira-parte que lhe permitisse uma vantagem tranquila para depois gerir. É verdade que a espaços fez bem e até criou oportunidades, mas a maior parte do tempo, muito por culpa de um ritmo lento, alguns jogadores notoriamente desconcentrados e outros desinspirados - Hernâni foi, mais uma vez, o exemplo mais flagrante -, a equipa de Sérgio Conceição não engrenava e pior, facilitava, permitia que os algarvios se aproximassem da baliza de Casillas com perigo. Numa dessas jogadas e perante uma defesa apática e a ver jogar, o Portimonense empatou, resultado que se manteve até ao intervalo e que castigava a displicência e preguiça dos portistas.
Resumindo, entrando a prometer muito, os Dragões não cumpriram, foram penalizados por isso. E  sem tirar mérito ao Portimonense, foi muito por culpa dos Dragões que quando as equipas recolheram aos balneários o marcador registava um golo para cada lado.

Para o segundo tempo, Sérgio Conceição, acredito que apesar de não ter gostado, não mexeu, entrou com o mesmo onze. Só que perante o desacerto, não demorou muito a retirar o elo mais fraco, ao minuto 53 saiu Hernâni para entrar Brahimi.
O argelino mesmo não entrando exuberante - até começou por complicar -, sempre é outra coisa, faz-se sentir, obriga a outros cuidados e com ele o F.C.Porto finalmente passou a dois flancos. Sem que o ritmo e a qualidade de jogo portista aumentasse muito e com o Portimonense dentro daquela toada que lhe interessava, defender bem e procurar surpreender no contra-golpe, o jogo tornou-se enrolado, o F.C.Porto melhor, por cima, mas nunca dinâmico, intenso e inspirado, quando Pedro Sá arrancou um grande pontapé, colocou os algarvios em vantagem. Faltavam pouco mais de 20 minutos para o fim, era preciso reagir. Sérgio Conceição reagiu logo - saiu um André André sem capacidade para jogos em que é preciso ultrapassar barreiras, dar intensidade, velocidade de pensamento e execução e entrou muito bem o miúdo da B, André Pereira - público também, a equipa demorou mais um pouco, mas também fez pela vida. O domínio acentuou-se, a pressão aumentou, o pupilos de Vítor Oliveira sem nunca perderem a capacidade para tentar jogar, começaram a ter de defender muito, já em tempo de descontos o conjunto de Sérgio Conceição - na altura já não estava no banco, tinha sido expulso por indicação do árbitro assistente do lado dos bancos, acho que Rui Licínio e que Artur Soares Dias acatou de imediato. Bravo, Artur! Mostraste a todos e de uma vez para sempre, que aqueles que não se cansam de falar que aquela ida à Maia te pressionou e coagiu, é apenas balela, conversa da treta - deu a cambalhota, segue para a próxima eliminatória.
Ufa, que alívio! Mas soube bem. Calma, ainda estamos cá, só perdemos o treinador. Esperemos para ver qual vai ser o castigo de Sérgio Conceição... 

É verdade que o resultado passou de 1-2 para 3-2, quando o Portimonense já jogava com 10, fruto da expulsão de Felipe Macedo, mas não houve nenhuma responsabilidade portista nessa expulsão? O jogador fez-se expulsar por nada? As jogadas que deram origem aos golos de Aboubakar e Brahimi não foram bem construídas, as assistências não deixaram os avançados na cara do guarda-redes em posição privilegiada para marcar? É que quem ouviu alguns entendidos da bola até parece que que os golos que deram a vitória ao F.C.Porto saíram de dois chouriços - sem ofensa - caídos do céu. Será que já estavam a salivar com a perspectiva do F.C.Porto ficar pelo caminho e não conseguiram disfarçar a desilusão?

Objectivo cumprido e como há sempre coisas positivas a retirar, mesmo quando a exibição não foi famosa, fica o coração e a alma de uma equipa que não baixa os braços e não desiste.
Fica também que depois da pausa, a forma como o jogo se desenrolou, obrigou os jogadores a darem à pinhanha, na terça-feira já não há o risco dos turcos irem de mota e os portuenses de bicicleta.
Mais uma vez, grandíssimo público.

O F.C.Porto - Portimonense e umas coisitas mais


No regresso das competições oficiais, no caso a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, o F.C.Porto recebe amanhã a partir das 20:30, os algarvios do Portimonense. Depois da pausa com os compromissos com as selecções, com tudo que isso significa e nem vale a pena repetir, e antes de um jogo que pode ser decisivo para o futuro dos Dragões na Champions League, em Istambul, frente ao Besiktas, este é um jogo que tem de ser encarado com todos os cuidados, o espírito correcto, um jogo, como disse Sérgio Conceição, em que temos de assumir a nossa responsabilidade, pois temos mais a perder do que o Portimonense. Apesar das dificuldades que vão ser colocadas ao F.C.Porto, o conjunto orientado por Vítor Oliveira é muito superior ao adversário que nos calhou em sorte na 3ª eliminatória, o Lusitano de Évora, é preferível assim, recomeçar com um jogo exigente. Como bem nos recordamos, depois da paragem anterior, recomeçar com muitas facilidades, como aconteceu nos 6-0 aos alentejanos, não ajudou nada a preparar o jogo de Leipzig, nesse jogo o F.C.Porto acusou nitidamente falta de ritmo, nunca foi capaz de acompanhar a intensidade imposta pelo vice-campeão alemão, perdeu pela diferença mínima, mas podia ter sido muito mais penalizado, fez um dos piores jogos da época.

A minha equipa provável:
Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, André André e Óliver, Corona, Aboubakar e Brahimi (Hernâni).
 
Sou suspeito, mas para mim é o estádio mais bonito do mundo. Como hoje faz 14 anos e como já esgotei todos os adjectivos para o elogiar, limito-me a recordar um momento único, marcante e que foi para mim um enorme privilégio, o momento em que entrevistei para o blog, o Estádio do Dragão, na festa do seu 11º aniversário

A capacidade que o clube do regime tem em tentar virar o bico ao prego, é grande, só que a estratégia já é conhecida, já não resulta, quase ninguém a leva a sério. Um exemplo:
Houve um problema com as câmaras no famoso túnel da luz - famoso porque foi muito graças a ele, sem esquecer o túnel do estádio do S.C.Braga, que o SLB venceu o campeonato na época 2009/2010 -, mas o que faz o clube do regime, mesmo que o Conselho de Disciplina se limitasse a arquivar o processo, desresponsabilizar o Benfica? O twitter para os amigos voltou a funcionar e a comunicação do Benfica vai buscar casos antigos e já tratados na devida altura, para se desculpar, desviar atenções.

Outro exemplo:
Como ainda se viu ontem no comunicado do Piriquito, eles continuam a julgar-se muito espertos e que os outros são todos néscios. O problema é que a mentira tem perna de Chouriço, a verdade rapidamente fica à vista e apanha-se mais depressa um piriquito que um coxo.

Ainda outro:
Para além de outras tarefas, Pedro Guerra era director de conteúdos da BTV, responsável por muita porcaria que lá se fazia. Agora, impossibilitados de apagar tudo, tentam fazer de Guerra um merceeiro, um simples comentador afecto ao Benfica. Só que Guerra, por razões que estão à vista, não passa despercebido e a estratégia não vai surtir efeito.

Todos os dias fica provado e bastaram meia dúzia de meses para que ficasse à vista de todos: a famosa estrutura é pífia. Gente que aparece a defender o Benfica, é gente foleira, sem nível, um qualquer totó que fale mal do F.C.Porto tem logo aceitação, tempo de antena, é colocado onde dá jeito para insultar, denegrir, provocar. Só que esse tipo de gente desorienta-se e perde a cabeça com muita facilidade, incha muito rapidamente, perde a noção, depois mete os pés pelas mãos e não há cartilha que lhes valha. E assim, apesar de contar com a ajuda preciosa de uma comunicação social sem vergonha na cara e que para benefício do clube do regime, branqueia, omite, faz de conta, arranja as mais esfarrapadas desculpas, o espectáculo dado pelo clube do regime e seus peões de brega, é de tal forma deplorável, que até alguns dos mais ferrenhos benfiquistas não escondem o incómodo e não disfarçam o mau estar.
Aliás, a entrevista de Vieira, por todas as razões, foi também um autêntico tiro nos pés. E só porque o momento é de cerrar fileiras, evitou que muitos saíssem a terreiro a dizer que afinal não só não há rei midas, como ainda pior, o rei vai nu.

Apanharam o Piriquito na mercearia


Horácio Piriquito, membro do Conselho Fiscal da FPF, é mais um menino querido, um tentáculo do polvo, alguém que passava informação confidencial ao "merceeiro Guerra". Assim, podemos dizer, apanharam o piriquito na mercearia.

Duas notas antes da notícia:
Nunca vi um merceeiro tão importante, nem alguém que não percebe nada da poda, ser tão solicitado.
Por este andar vai ser necessária uma pausa na captura do polvo, caso contrário lá vai a espécie à vida. E se o polvo não entra tanto na mesa dos portugueses como a sardinha, também é muito apreciado. Eu, por exemplo, gosto de salada de polvo, polvo grelhado com molho verde, polvo assado no forno, polvo à lagareiro, arroz de polvo com filetes do mesmo, etc....
À atenção da Senhora Ministra do Mar.
Amei:
Pedro Guerra, foi apresentado no Jornal da Tarde, da RTP, pelo benfiquista de Paredes, apenas como um comentador afecto ao Benfica. Achas que é só isso, Carlinhos?
Sai uma Águia de Ouro para o jornalista, comentador e nas horas vagas, cantor pimba, Carlos Daniel, já, se faz favor.

Na Revista Sábado:
«O comentador Pedro Guerra recebeu durante vários meses documentos internos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) relacionados com auditorias trimestrais, os quais não eram de divulgação pública. O acesso de Guerra a tais documentos apenas foi possível com a colaboração de Horácio Piriquito, gestor e membro do Conselho Fiscal da FPF, que lhe foi passando várias dessas auditorias. Face à notícia da SÁBADO, a FPF vai fazer queixa-crime contra Horácio Piriquito, e pedir a destituição.
Confrontada com os documentos em si, a Federação Portuguesa de Futebol garantiu à SÁBADO que os mesmos "são internos, sem acesso público". Questionada ainda se algum membro dos órgãos sociais poderia fazer a sua divulgação, a Federação insistiu: "São documentos internos da FPF".

Num dos emails trocados, em Setembro de 2015, depois de ter recebido mais um relatório da auditoria interna, Pedro Guerra, começando por agradecer o envio do documento - "que guardarei religiosamente e de forma confidencial, claro! Palavra de merceeiro, digo eu...", escreveu - quis saber a opinião do membro do Conselho Fiscal quanto a "uns devedores manhosos" os quais iriam deixar a Federação Portuguesa de Futebol "pendurada". "Não achas?", questionou Guerra.
Na resposta, Horário Piriquito, explicou que "muitas vezes são as associações que estrangulam ou beneficiam os clubes, conforme os alinhamentos ‘clubísticos’". Daí, continuou Horácio Piriquito, "as corridas do SLB e do FCP ao domínio das associações". "Se uma associação é portista pode atrasar os pagamentos a um clube alinhado com o Benfica, e vice-versa", acrescentou. É claro, disse ainda Horácio Piriquito, que "estas coisas nunca se podem escrever, só dizer e com pouca gente a ouvir". Quem oubiu, pergunto eu?

Reacção da FPF:
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República contra Horácio Piriquito, gestor e membro do Conselho Fiscal do organismo. Em causa está a divulgação de documentos internos a Pedro Guerra, tal como a SÁBADO avançou esta quarta-feira.
"O conteúdo da revista «Sábado», publicado esta quarta-feira online, aponta no sentido de os documentos internos da FPF terem sido partilhados por um elemento eleito para o Conselho Fiscal, pelo que a Direção da FPF decidiu remeter nesta data, o conteúdo do artigo publicado para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, apresentar queixa à Procuradoria Geral da República, por se tratar de eventual crime desta dependente, e requerer a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para discussão e votação da proposta de destituição de titular de órgão social da FPF, por violação grave de deveres estatutários", disse a FPF em comunicado.»

PS - Como o panfleto da queimada é um jornal sério - não me atirem com nada, pela vossa rica saúde...-, podemos ter todos a certeza que na capa de amanhã, a dupla, Guerra e Piriquito, vai ter o merecido destaque de capa, como teve hoje a notícia sobre Luís Gonçalves. Notícia assinada no interior, por um dos novos emergentes, no caso um artista com nome de craque da bola, Ricardo Quaresma.

Última hora:
A direcção de comunicação do Benfica informa todos os interessados que está com problemas no twitter para os amigos, daí ainda não ter inventado nada para desviar as atenções de mais uma caldeirada de polvo, à moda do merceeiro.

Ah, esqueci-me de vos dizer que deixou de ser cada tiro cada melro, passou a ser, cada tiro cada piriquito.

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